Paterniano Silva é mais conhecido como garçom 'das antigas' do tradicional Restaurante Rodeio, onde trabalha há 21 anos. O que poucos devem saber é que depois de atender até próximo da uma hora da matina vai embora de Corujão. Ele e o também garçom José José Antonio de Souza eles utilizam o 406 e por isso acabaram virando amigos. 'É importante ter amizade. Desde o motorista seu Joel e o Batoré até os outros garçons eu conheço', diz.
Ele afirma que desde 1993 anda de Corujão. Antigamente tinha que pedir para sair mais cedo do trabalho. Também já chegou a ir andando até os Cinco Conjuntos de madrugada. ''Nunca tive medo de andar na noite. Mas graças a Deus também nunca me aconteceu nada'', explica.
Ângela Maria Oliveira também é uma pessoa que já fez amizades nessa rotina noturna. Para ela, as maiores perdas foram a lanchonete e a banca de revistas porque ajudavam a encurtar o tempo de espera nos intervalos entre os ônibus. ''Eu encontrava a turma e ficava conversando enquanto esperava. Era mais seguro do que parar para comer do lado de fora. Um cafezinho e um refrigerante antes de ir embora às vezes faz falta'', reivindica.(R.O.)

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