Londrina - O Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) pretende modificar o trânsito em rotatórias da cidade. Pelo menos três delas estariam na mira do instituto para receber intervenções em curto prazo. O objetivo é acabar com alguns gargalos no trânsito formados nessas junções devido ao aumento do número de veículos que circulam por esses trechos.
A primeira intervenção será realizada na rotatória entre as avenidas Maringá e Ayrton Senna, na zona sul, onde o fluxo crescente provocado pela expansão imobiliária da Gleba Palhano e dos condomínios horizontais na área próxima ao Shopping Catuaí fez com que o tráfego de veículos se intensificasse bastante.
A administradora de empresas Gislaine Toreto, de 35 anos, trabalha perto dali e relata que o local é bastante perigoso, já que a falta de semáforos e o volume de carros impede uma travessia segura para os pedestres. "Às vezes eu demoro até oito minutos para realizar a travessia a pé da Bento Munhoz da Rocha Neto até a Joaquim de Matos Barreto. Como é o meu marido que vem me buscar, eu faço essa travessia para facilitar para ele, para evitar que ele pegue um congestionamento", declarou.
A reportagem presenciou cenas em que veículos não dão espaço para os pedestres. Vale lembrar que o trecho é frequentado por pessoas que realizam caminhadas no entorno do Lago Igapó.
O diretor de Trânsito e Sistema Viário do Ippul, João Ulisses Lopes, estuda modificações no local, para que os carros que transitam pela Avenida Maringá não possam fazer o retorno pela rotatória da Joaquim de Matos Barreto. O mesmo aconteceria para quem transitar pela Avenida Ayrton Senna e desejar fazer o retorno, que ficaria fechado na Bento Munhoz da Rocha Neto. "O motorista terá de ir até a próxima rotatória para poder voltar."
Lopes ressaltou que existe a intenção de se implantar semáforos no cruzamento da Maringá com a Rua Joaquim de Matos Barreto. "Chegamos à conclusão de que o semáforo deveria ser implantado apenas ali e descartamos a implantação do semáforo no trecho que cruza a Rua Bento Munhoz da Rocha Neto, já que fizemos teste com simuladores, e constatamos que a Bento Munhoz possuía um espaço muito curto para acumulação de carros se tivessem que parar em um sinal vermelho", afirmou.
A ideia agradou o coletor Cláudio Ogava, que trabalha em uma franquia dos Correios próxima dali. Ele percorre 150 km todos os dias e precisa lidar com o trânsito intenso do local. "Não é fácil. Muitas vezes o motorista não consegue entrar. Implantaram semáforos na Rio Branco com a Leste-Oeste e o trânsito flui bem. Acho legal essa proposta", ressaltou.
O gerente da agência, Carlos Cruz, aponta que a rotatória já não está "funcionando". "Nos horários de pico fica tudo parado, principalmente às 19h30. Vira um caos. Aqui realmente está precisando", expôs.
O teste para que isso seja viabilizado foi conduzido por agentes da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização. Segundo o diretor de trânsito da CMTU, Hemerson Pacheco, que se pronunciou por meio da assessoria da companhia, os equipamentos serão adquiridos por um colégio particular, em contrapartida pelos impactos identificados no Estudo de Impacto de Vizinhança quando implantou unidade na Avenida Maringá. A previsão é de que eles sejam implantados tão logo os equipamentos forem entregues. Segundo ele, a simulação realizada com agentes simulando o tempo de semáforos deu certo e o trânsito fluiu bem.
Pacheco explica que as simulações foram realizadas na rotatória da Rua Bélgica (zona sul), na Alameda Júlio de Mesquita Filho com a Rua Gomes Carneiro (centro, ao lado do Moringão) e na rotatória da Avenida Dez de Dezembro com a Theodoro Victorelli (zona leste, próximo ao Shopping Boulevard), mas não tiveram resultados satisfatórios. Esses resultados foram encaminhados para o Ippul, que deve fazer estudos mais aprofundados para solucionar o problema.

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