Londrina

Mário CésarDificuldadesSerzito de Souza, ex-lavrador: ‘Isso está muito complicado’O ex-lavrador Serzito Pereira de Souza, 54 anos, gastou uns bons minutos circulando a rotatória, esperando uma brecha entre os carros, para atravessar uma das pistas da Alameda Manoel Ribas, em direção à Souza Naves. A exemplo de outros pedestres, acostumados ao trajeto anterior, que permitia a passagem pela ‘‘ilha’’ substituída pela rotatória recém-inaugurada no centro de Londrina, Souza ignorou as faixas de passagem obrigatória de pedestres, correndo o risco de ser atropelado. ‘‘Isso está muito complicado. Ninguém respeita a gente’’, ele reclamou.

Mário CésarSoldado Rogério: sugestõesDiante da dificuldade, principalmente de pessoas idosas para fazer a travessia das vias, no local que já foi conhecido como ‘‘sete encruzilhadas’’, o soldado da Companhia de Trânsito Rogério Móvio (um dos três policiais que permanecem na rotatória durante todo o dia) sugeriu a colocação de grades, numa espécie de corrimão nas calçadas que circulam a rotatória, obrigando o pedestre a fazer a passagem pelas faixas de segurança.
‘‘A gente está aqui para orientar os pedestres no sentido de não circularem ao redor da rotatória, mas muitos não ouvem’’, disse o soldado. Ele também considera necessária a instalação de um semáforo para auxiliar os pedestres na travessia das ruas próximas. ‘‘As pessoas mais ativas não têm problemas para cruzar a rua, mas os idosos e pessoas mais simples têm.’’
‘‘Ficou um Deus nos acuda para atravessar isso aqui’’, comentou a zeladora Enedina Silva Miguel. ‘‘Quando vão colocar o sinaleiro de volta?’, quis saber outra pedestre. ‘‘A dificuldade é só no começo, no primeiro dia porque houve mudanças’’, contemporiza o autônomo Orlando Freitas. Ele elogia a intervenção feita pela Prefeitura no local.
‘‘Ficou ótimo, o visual da rotatória está lindo’’, disse a professora Eva Xavier. Na opinião dela, o pedestre tem que ter paciência e aguardar a passagem dos carros para fazer a travessia da rua com segurança.
Impossibilitados mesmo de fazer a travessia, estão os portadores de deficiências físicas, que usam cadeiras de rodas. As ilhas construídas no local não possuem rebaixamento, impedindo a passagem dos deficientes. Também os garis e margaridas, impedidos de acessar as calçadas construídas no canteiro da alameda, estão tendo que disputar o espaço com os carros.

Mário CésarCoutinho: ‘Trânsito está bom’‘‘Isso aqui ficou muito malfeito’’, criticou o pedreiro João Félix Bezerra, distoando da opinião unânime dos taxistas do ponto 6, instalado na Alameda Manoel Ribas. ‘‘Melhorou e muito o fluxo de veículos. Foi a melhor coisa que fizeram aqui’’, disse o taxista Coutinho Brito. ‘‘A gente não imaginava que ia ficar tão bom’’, reforçou o colega de Brito, Anésio Gibelato.
Os taxistas só discordam quando a pergunta é sobre a colocação ou não de semáforo naquelas ruas. ‘‘Vai atrapalhar o fluxo, que está uma beleza’’, analisa Gibelato. ‘‘É preciso ter o sinaleiro de volta por causa dos pedestres’’, defende Coutinho Brito.
Segundo informou o diretor de operações do Ippul, Juan Monastério, em breve serão instalados semáforos para pedestres naquelas ruas. Ele disse que ainda nesta semana serão adotadas medidas provisórias para melhorar a travessia de pedestres. ‘‘Estamos estudando a solução definitiva mas, provisoriamente, vamos colocar uns cones de plástico para orientar os pedestres a utilizarem as faixas de segurança.’’

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