Rotatória exige paciência de motoristas e pedestres
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sexta-feira, 03 de setembro de 2004
Fernando Rocha Faro<BR>Reportagem Local 
O trânsito intenso e a falta de companheirismo de alguns motoristas tornam a travessia das rotatórias em um exercício de paciência tanto para quem está a pé quanto para quem está ao volante. As queixas são contra a sinalização, considerada deficiente, e com a falta de conscientização de motoristas, que não respeitam as leis de trânsito e ignoram a preferência dos pedestres.
A rotatória no cruzamento das Avenidas Rio Branco e Leste-Oeste (Área Central), uma das mais movimentadas da cidade, é um exemplo do problema. No local, quem mais sofre são os pedestres, que têm dificuldade para atravessar as avenidas. ''É bastante complicado. Principalmente quando a gente está com pressa'', opina a dona de casa Solange Oliveira Silva, 30 anos. O motorista Valentin Balinani, 42, declarou que a dificuldade é também de quem dirige. ''Normalmente é bem difícil'', declara.
Com o grande fluxo de veículos, a maior dificuldade ocorre no sentido Zona Norte-Centro. A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) já iniciou a implantação de semáforos para disciplinar o tráfego de veículos na rotatória. ''É uma reivindicação antiga dos bairros da região. Vai ajudar principalmente nos horários de pico'', declarou o diretor de Trânsito da CMTU, Álvaro Grotti Júnior.
Outro ponto bastante criticado por motoristas e pedestres é a rotatória no entrocamento da Avenida Bandeirantes com as ruas Júlio de Mesquita Filho e Gomes Carneiro, ao lado do Moringão, também na Área Central. A dona de casa Maria Tereza da Silva, 50, diz que é comum demorar para conseguir atravessar a rua. ''É um sufoco. Tem de ter paciência. O problema é que muitos motoristas não respeitam'', queixa-se. Mesmo com a cobrança dos pedestres, a única intervenção prevista pela CMTU é o reforço na pintura das faixas de travessia, o que deve ser feito até outubro.
Ao contrário da Avenida Bandeirantes, o problema da rotatória entre a Alameda Manoel Ribas, Ruas Souza Naves, Santa Catarina e Avenida Celso Garcia Cid, conhecida como Rotatória dos Pioneiros (Área Central) é o acesso de carros. O designer gráfico José Rubens Guedes, 42, declara que, além do tráfego intenso, a altura do canteiro dificulta a travessia. ''Não é possível ver se o carro está dando seta e vai virar. Esta elevação é errada porque impede a visão'', constata. Para o trecho, a única solução apontada por Grotti é o respeito às leis de trânsito. ''A preferência é do pedestre, depois do carro que está na rotatória e, por último, de quem vai entrar na rotatória'', esclarece o diretor de Trânsito da CMTU.
A companhia também está tomando medidas para melhorar o fluxo em outro ponto crítico da Área Central. Apesar de não ter rotatória, o cruzamento das ruas Quintino Bocaiúva, Benjamin Constant e Paraíba é de difícil travessia para pedestres. ''São muitas ruas e é bem movimentado. O pedestre é quem sofre mais'', avalia o encadernador Antonio Carlos do Amaral Gonçalves, 51. O administrador Davi Ribeiro, 29, acredita que a sinalização deveria receber reforço. ''Tinha de ter um semáforo só para pedestes'', opina. Álvaro Grotti, no entanto, disse que a medida tomada foi aumentar o tempo de sinal fechado. ''Temos de equacionar o tempo para ter equilíbrio entre o volume de carros e de pedestres e manter o fluxo no trânsito'', conclui.


