Rotary vai esclarecer entrega de casas
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terça-feira, 09 de outubro de 2001
Benedito Teles <br> De Santo Antônio da Platina 
A Câmara de Cambará (22 quilômetros a noroeste de Jacarezinho) decidiu convocar representantes da prefeitura e do Rotary Clube para prestar esclarecimentos sobre a substituição de 25 famílias na listagem das famílias contempladas pelo projeto Vila Rotary, do Rotary Internacional. O projeto, orçado em R$ 232 mil, financiou a construção de 80 casas populares para beneficiar famílias carentes do município.
Um grupo de 25 famílias está pedindo a revisão na distribuição das casas. As representantes do grupo alegam que as famílias estavam relacionadas na lista de contemplados, mas foram substituídas, no último dia 2, horas antes da entrega das chaves aos beneficiários.
O vereador Paulo Marzenta (PTB) disse que o objetivo da convocação é tentar oferecer uma satisfação às famílias envolvidas. Ele lembra que a medida foi definida, ontem, após uma reunião dos vereadores com as manifestantes. Marzenta adiantou que após os esclarecimentos, o grupo vai definir se propõe ações administrativas e judiciais contra os responsáveis. ''Vamos tentar resolver a questão, mas não descartamos um ação judicial'', disse.
O Rotary Clube de Cambará informou que o critério utilizado para definir os beneficiados considerou as famílias mais carentes e com o maior número de filhos. A direção descartou qualquer influência da administração municipal na decisão e informou que os manifestantes se confundiram. O presidente do Rotary, em Cambará, Wagner Bergamaschi, disse que 350 famílias foram pré-selecionadas por profissionais indicados pelo Rotary Internacional e, em seguida, ''peneiradas'' em outras avaliações. Ele disse que a última avaliação foi realizada uma semana antes da entrega das casas. ''Uma psicóloga, indicada pelo Rotary Internacional, avaliou as condições econômicas dos pré-selecionados e montou a listagem definitiva'', disse.
O prefeito de Cambará, Mohamed Ali Hanzé (PMDB), concordou com a distribuição e afirmou que a reivindicação não tem justificativa. Segundo ele, as famílias beneficiadas são carentes e precisam das casas. Hanzé disse que a prefeitura não influenciou na escolha das famílias.


