Josoé de CarvalhoAssunto sérioO presidente do Rotary, José Antônio Rocco: ‘Questão das drogas está sendo tratada com amadorismo’‘‘A questão das drogas é um assunto muito delicado e de grande importância, mas está sendo tratada com amadorismo pela maioria dos segmentos envolvidos.’’ A opinião é do médico José Antônio Rocco, presidente do Rotary Club Londrina Cinquentenário. Ele comenta a reportagem ‘‘Drogas nas Escolas - Tráfico e Consumo Invadem os Colégios’’, publicada pela Folha na edição de domingo.
Para o médico, o assunto deve ser tratado por especialistas. ‘‘O combate às drogas não se faz com simples ronda policial no portões das escolas e ruas das imediações. Exige a ação de especialistas’’, destaca Rocco, acrescentando que o trabalho deve começar pela instalação de uma Delegacia Antitóxico na Cidade.
A Secretaria de Segurança Pública já criou a Delegacia especializada para Londrina, há três anos, mas ela ainda não foi instalada. ‘‘Lamentavelmente, a Delegacia Antitóxico só existe no papel’’, diz o presidente do Rotary Cinquentenário.
Para o médico, combate às drogas exige a combinação de ações de um tripé, formado pela família, pela sociedade e pelo Estado. ‘‘Como revelou a reportagem da Folha, os casos de uso de drogas acontecem em famílias desajustadas. Então, é necessário um trabalho que envolva a família.’’
Ele diz que a comunidade precisa se mobilizar para garantir o envolvimento de organizações sociais (igrejas, clubes de serviços, sindicatos), a ação do Estado (com a criação da Delegacia Antitóxico) e os programas educativos (envolvendo as escolas e a mídia).
O presidente do Rotary Club Londrina Cinquentenário lembra que há anos o clube de serviço vem cobrando do poder público a instalação de uma Delegacia Antitóxico em Londrina. ‘‘Já enviamos várias cartas ao secretário de Segurança Pública e, inclusive, estivemos em comitiva ao seu gabinete. A delegacia foi criada em 95. Mas inexplicavelmente ainda não começou a funcionar’’, afirma Rocco.
Rocco lembrou, ainda, que a Coluna Oswaldo Militão, da Folha, publicou em janeiro entrevista com o então secretário de Segurança Pública, Cândido de Oliveira, que se comprometia a instalar da Delegacia Antitóxico até abril. ‘‘O mês está chegando ao fim, mas a delegacia...’’
O delegado-geral da Polícia Civil, Artur Oscar Correia Braga, disse que a Delegacia Antitóxico ainda não está em funcionamento porque falta pessoal. ‘‘O Estado está realizando concurso público. Assim que os aprovados forem nomeados, instalaremos a delegacia especializada em Londrina’’, diz o delegado-geral. De acordo com ele, isso ocorreria até o final do ano. Braga informa que dois delegados, dois escrivães e uma equipe de agentes investigadores vão atuar no local.

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