Rota de caminhões de lixo é tema de audiência
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quinta-feira, 25 de setembro de 2014
Viviani Costa<br>Reportagem Local 
Londrina Moradores da zona sul de Londrina estão divididos quanto ao trajeto feito pelos caminhões que recolhem o lixo doméstico na cidade. O destino final é a Central de Tratamento de Resíduos (CTR), que fica no Distrito de Maravilha, na zona sul. Antes, os veículos seguiam pela PR-218. No entanto, o peso dos caminhões causou buracos no asfalto e dificultou o acesso às chácaras de lazer da região. O percurso foi então transferido para a Estrada dos Grilos, onde também há queixas da comunidade. O impasse sobre a rota dos caminhões de lixo será discutido em audiência pública hoje à tarde.
Os caminhões seguem pela PR-445 e enfrentam 10 km de terra a partir do antigo Posto de Combustíveis Serrinha. A estrada passa ao lado de uma cooperativa da região e segue até a CTR. Os veículos trafegam às margens das propriedades rurais. Na manhã de ontem, três trechos da pista que estavam com muita lama apresentavam perigo aos motoristas. O restante do trajeto não estava esburacado, mas exigia paciência dos motoristas.
Edvard Morales mora na região há mais de 40 anos e utiliza a Estrada dos Grilos com frequência. Ele afirma que há outras rotas menores que poderiam servir como alternativa à empresa que executa a coleta de lixo. "O excesso de peso quebra o asfalto da rodovia, mas aqui quando chove muito não dá nem para passar. Fora que o caminho é muito maior. Eles precisam encontrar uma solução na prefeitura e ficar mais atento para fazer a manutenção da estrada. Às vezes, é complicado andar por aqui", afirmou.
A frota de caminhões da empresa terceirizada responsável pela coleta de resíduos realiza de 55 a 60 viagens por dia. Em meio às plantações vive a família da dona de casa Maria Aparecida da Silva. Segundo ela, os veículos não passam por lá nos dias de chuva. Quando faz sol, eles espalham muita poeira pela casa dos poucos moradores. "Não dá para deixar roupa no varal. É muita sujeira e a manutenção é feita de vez em quando. Quem produz soja e milho sofre para pegar a estrada e levar a colheita até a cidade", contou.
No trecho próximo a CTR, as placas indicam que a velocidade máxima permitida é de até 50 km/h. Porém, o trabalhador rural Gilson Gonçalves reclamou que os motoristas dos caminhões da coleta aceleram na pista para tentar reduzir o tempo do percurso. "Precisava construir uns dois ou três quebra-molas aqui na estrada. Faz uns dois anos que a gente sofre com a poeira, principalmente, na hora da colheita", revelou o trabalhador.


