Os advogados Carlos Scalassara e Jorge Custódio - representando a subseção da OAB Londrina - e a vereadora Elza Correia, representando a Câmara de Vereadores e o Conselho Nacional de Mulheres - voltaram preocupados de Assunção, Paraguai. Eles foram à capital paraguaia conversar com o Cônsul Geral do Brasil naquele país, Joaquim Palmeiro, com a ministra da Mulher, Nilda Cabral e com a representante do Centro Pela Justiça e Direito Internacional, Soledad Vilagra, sobre o caso da londrinense Rosemary Garcia Ferreira. Rosemary está presa há dois anos e três meses no Instituto Bom Pastor, em Assunção, acusada de tráfico de cocaína.
Ela foi detida em maio de 96 no aeroporto Silvio Petirossi, em Assunção, com quatro quilos de cocaína pura, amarrada ao próprio corpo. A droga seria levada para Madri e Bruxelas. Segundo parentes de Rosemary, ela teria sido iludida depois de ler um anúncio que oferecia emprego para secretariar um casal de executivos em viagem à Europa. Levada ao Paraguai, afirmam os parentes, foi coagida a transportar a droga mediante ameaça de morte.
Carlos Scalassara disse que a Justiça do Paraguai vai esperar a carta rogatória por mais 45 dias. Se o STF não enviá-la, Rosemary corre o risco de ser julgada sem uma ampla defesa. ‘‘A carta rogatória, além de depoimentos de testemunhas falando sobre a boa índole de Rosemary, ainda contém uma lista com os telefonemas que ela fez naquele período. São provas importantes que podem inocentá-la’’, afirma Scalassara. Custódio diz que se a carta rogatória não chegar a tempo irá levar as testemunhas para depor no Paraguai.

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