Roque reforçou vocação
pelo sacerdócio num bar
José Roque Neto, 39 anos, foi ordenado padre há três anos e meio. A vocação para a vida religiosa esteve presente na sua vida desde a adolescência, mas a opção definitiva foi feita em 1993, quando voltou para o curso de teologia que tinha abandonado há um ano e meio.
Ele conta que sua vocação foi descoberta mesmo aos 16 anos num balcão de bar em Borborema (SP), onde trabalhava à noite. ‘‘Um dia um jovem seminarista entrou no bar e começou a conversar comigo sobre a vida religiosa. A partir daí nasceu o interesse em conhecer um seminário’’, conta.
Depois da conversa com o jovem seminarista, Roque passou a frequentar a igreja, ajudar o sacerdote, participar de pastorais. Vindo de família humilde, tinha que trabalhar para ajudar no sustento dos oito irmãos menores, o que adiou a decisão de entrar para o seminário.
Aos 22 anos começou a fazer Filosofia em Maringá. Depois que concluiu o curso e os irmãos já se viravam sozinhos, começou a fazer teologia em Londrina, no Instituto Teológico Paulo VI. Um ano e meio depois enfrentou a primeira crise. Será que este é mesmo o caminho a ser seguido? Por que não criar uma família?.
Com tantas dúvidas, Roque abandonou o curso na metade de 1991, começou a namorar, trabalhou em um supermercado, mas sempre orientado pelos padres para se certificar de sua vocação ou não. ‘‘Depois de muito pensar e de uma conversa com a minha namorada decidi que o que eu queria mesmo era ser padre.’’
Em 1993 retomou o curso de teologia e em dezembro de 1995 foi ordenado padre. (E.P.)

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