Roque quer retirar famílias do mangue
O prefeito de Paranaguá, Mário Roque, pediu ontem durante entrevista coletiva no Palácio Iguaçu, em Curitiba, que o governo do Estado faça um estudo detalhado sobre a possibilidade de construção de casas populares para os moradores das regiões ribeirinhas do município, onde a cólera foi detectada. Estas regiões, como a Vila Guarani, têm as casas inundadas quando a maré sobe na baía de Paranaguá.
Acho que o governo do Estado deverá fazer um levantamento melhor sobre a habitação em Paranaguá, pediu o prefeito. Segundo Mário Roque, 40% da população carente da cidade residem em áreas de mangue, locais em que a doença fez vítimas. Ele acha que tudo não passou de um susto e que deve haver uma redução no número de pessoas que vêm apresentando os sintomas. Roque disse que o município nunca registrou qualquer caso envolvendo a cólera.
Para o prefeito, a contaminação da água pelo vibrião colérico aconteceu porque os bairros afetados estão localizados às margens do rio Boguaçu. O que agravou a proliferação da doença foram os dejetos que podem ter vindo do pátio de triagem do porto de Paranaguá. Estes locais estão próximos aos pátios de triagem que recebem os caminhoneiros que vêm descarregar no porto, explicou. (D.V.)





