Curitiba A partir de hoje, policiais militares irão intensificar as rondas próximo de delegacias de Curitiba e Região Metropolitana, especialmente, aquelas que mantêm presos. A medida foi acertada em uma reunião realizada ontem entre o Comando do Policiamento da Capital (CPC) e a Divisão de Polícia Metropolitana. O trabalho será diário, mas o reforço deve acontecer, principalmente, durante a noite, finais de semana e feriados, quando o número de policiais civis nas delegacias e distritos policiais é reduzido.
O chefe da Divisão de Polícia Metropolitana, Agenor Salgado, explicou que a idéia é estender um trabalho já realizado pela PM chamado ''Cartão Programa'' junto a estabelecimentos comerciais, como postos de combustíveis, às delegacias. Os policiais fazem rondas preventivas e registram as visitas em um cartão que é assinado pelo representante do estabelecimento. Nas delegacias, os policiais deverão passar, pelo menos, três vezes por dia.
''O grande negócio é que, efetivamente, os policiais militares estarão próximos das delegacias e poderão ser acionados em uma situação de emergência'', disse Salgado. Segundo ele, o reforço do policiamento poderá ser ajustado, desde que não haja comprometimento ao trabalho junto às comunidades.
A decisão de pedir o reforço da PM junto às delegacias é resultado da morte de um policial civil, no domingo, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba. O investigador Luiz Gonzaga, 45 anos, estava sozinho no plantão e foi assassinado dentro da delegacia com quatro tiros. A polícia prendeu três dos quatro participantes do crime.
Salgado reconhece que a intensificação das rondas é um solução paliativa, já que o principal problema é a ausência de um efetivo adequado na polícia civil. Ele afirmou, no entanto, que a falta de policiais é uma ''questão histórica'' e, por isso, não dá para culpar o atual governo, que deve chamar, em julho, 220 pessoas que passaram no último concurso.

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