O cardápio da ‘‘sopa dos pobres’’ distribuída pela Legião Brasileira da Boa Vontade (LBV) é especial nesta semana. Verduras, legumes, carne e pão foram substituídos por macarronada, maionese, frango à passarinho e refrigerante. A mudança no cardápio é motivada pela data especial: a LBV está comemorando 36 anos de criação da Ronda da Caridade, que distribui comida e, eventualmente, roupas para famílias pobres.
Ontem foi a vez de aproximadamente 400 famílias de uma ocupação ao lado do Jardim Paraíso, atrás do Estádio do Café, (zona norte), receberem a comida e um pacote com roupas. A distribuição continua até sexta-feira, passando por Jataizinho (21 km a leste de Londrina), Jardim Ana Rosa, em Cambé (13 km a oeste de Londrina) e Marabá (zona leste).
O programa atende mensalmente também os jardins Bandeirantes, Nossa Senhora da Paz e Olímpicos 1 e 2 (zona oeste), Santa Fé (zona leste), Conjunto Novo Perobal, Jardim Franciscato (zona sul), Tupi, em Cambé, Vila do Juventus, em Assaí (36 km a leste de Londrina) e Vila Nova, de Cornélio Procópio.
Segundo a coordenadora do Centro Comunitário da LBV Londrina, Silmara Peres Marioto, cada favela recebe a ‘‘sopa dos pobres’’ pelo menos uma vez por mês. Todas as segundas, terças quartas e sextas-feiras, voluntários e pessoal da LBV percorrem os bairros mais carentes da cidade distribuindo comida e, eventualmente, roupas’’, explica a coordenadora. Ele acrescenta que a instituição oferece também cestas básicas mensais a dezenas de famílias.
O assessor de relações públicas, Ismael Avanzi, completa enfatizando que todos os projetos desenvolvidos pela LBV são financiadas por doações através do telemarketing ou de campanhas específicas de doação, além de contar também com o trabalho de voluntários.
a dona de casa Sônia Regina Nunes, de 30 anos, mãe de três filhos, de quatro, dois e um ano, respectivamente, é uma das beneficiadas pela doação da LBV. O marido dela é pedreiro mas está desempregado. ‘‘Ele faz uns bicos, mas não dá para sustentar a casa’’, revela Sônia. Ele acrescenta que tem recebuido auxílio da Igreja Presbiteriana. ‘‘A Igreja dá uma cesta básica por mês. É isso que a gente come, além da sopa dada pela LBV.’’
‘‘A vida está muito difícil. Se não fosse a LBV, seria ainda pior’’, diz Magali Cristina Brasilino, de 22 anos, mãe de Jackeline, um ano, e de Denise, três anos. Ela conta que a situação melhora um pouco quando o marido consegue trabalho. Ele é servente de pedreiro e atualmente está empregado, ganhando R$ 8,00 por dia. ‘‘Mas pão a gente só come quando ganha.’’

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