Ronco pode ser sinal de problema
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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Redação FolhaWeb 
Ao contrário do que muitos pensam, o ronco não está ligado exclusivamente ao sono profundo. Ele pode ocorrer em qualquer fase do sono e acometer pessoas de todas as idades. Por vezes, afeta a vida conjugal e limita a convivência social, atrapalha ou impede viagens e pode gerar situações de constrangimento ou inadequações. De acordo com o diretor da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia (ABO), Fábio Lorenzetti, estudos brasileiros e da literatura em geral apontam que de 25% a 60% de algumas populações têm queixas de ronco.
O otorrinolaringologista de Londrina Daniel Yendo Inada, que atua na área de Medicina do Sono, define o ronco como o resultado da vibração do trajeto do ar na faringe durante a respiração. E alerta que é de ''suma importância'' diagnosticar corretamente se o paciente tem ronco primário ou se há apneia associada.
Diversos fatores estão envolvidos e se correlacionam na potencialização ou origem dessas patologias, como álcool, medicamentos relaxantes musculares ou para induzir o sono e obesidade. Entre os fatores anatômicos estão obstrução nasal, desvios septais e hipertrofia (aumento) das amígdalas. Envelhecimento e, principalmente, obesidade, têm um papel importante para o ronco e a apneia.
''Qualquer fator que cause relaxamento da musculatura de faringe ou estreitamento do trajeto do ar durante a respiração também pode contribuir'', esclarece Inada.
Nas crianças, as causas mais comuns dessas patologias são o aumento de amígdala e adenóide. Já nos adultos há aumento da incidência com a progressão da idade pela alteração neuromuscular da faringe.
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