Conforme o diretor do setor de Viação da Secretaria Municipal de Obras, Celso Alves da Silva, o rompimento de parte da galeria de águas pluviais foi um dos motivos que levaram ao desabamento da pavimentação na Rua Alagoas. ''Com as chuvas, a pressão da água aumentou, contribuindo para o vazamento do conteúdo da galeria'', explicou Silva, reforçando que a responsabilidade pelo conserto é da prefeitura.
Seis funcionários trabalharam na troca das tubulações, que deveria ser finalizada ainda ontem. Antes de reconstruir a calçada, os servidores ainda fariam o aterro do terreno. Segundo o diretor, poucas são as reclamações recebidas pelo setor sobre as condições das calçadas de Londrina. ''Só reclamam mesmo quando acontece algum acidente como este da Rua Alagoas.''
Cerca de duas horas depois do empresário Tiago Andrade Ogava, de 25 anos, e a bancária Maria Carolina Funada, 25, caírem, o analista fiscal Ocimar Silva Segura também se acidentou no local. Ele voltava de um bar da Rua Professor João Cândido, a caminho do Terminal Urbano, e não percebeu o isolamento da calçada. ''Vi que tinha uma faixa amarela de uma lado da calçada, mas como estava escuro, não vi que tinha um buraco no caminho. Também não tinha nenhuma placa informando perigo'', disse.
Segundo ele, um rapaz que estava no outro lado da rua teria gritado, avisando do buraco: ''Eu assustei e ao tentar atravessar para o outro lado da faixa amarela, me desequilibrei e cai de costas no buraco'', contou Segura, que para tentar amenizar a queda, apoiou-se na mão esquerda e acabou quebrando o punho.
''Saí bem do buraco e continuei meu caminho até o Terminal, mas quando cheguei lá percebi que minha mão tinha inchado muito e resolvi ir até a Santa Casa'', completou Segura, que passou por uma cirugia na manhã de domingo e aguardava liberação do médico para voltar para casa, em Cambé. ''Sei lá quantos dias de trabalho vou perder'', lamentou.

mockup