Rompimento de adutora gera dúvidas de responsabilidades
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sábado, 08 de novembro de 2008
Betânia Rodrigues<br>Reportagem Local 
Um novo rompimento numa das três adutoras do Sistema Produtor de Água do Cafezal gerou um impasse entre a prefeitura de Londrina e a Sanepar. A estatal defende que o município deve se responsabilizar pelo remanejamento das tubulações que estão na área do viaduto em construção desde março, próximo ao Catuaí Shopping, Zona Sul da cidade. O secretário municipal de Obras, Aloysio Crescentini de Freitas, informou, por meio da assessoria de imprensa, que espera a apresentação do projeto para discutir as incumbências de cada parte. Quando alguém elabora um projeto deve prever as possíveis interferências para definir gastos e prazos, justificou Sérgio Bahls, gerente geral da Sanepar para a região metropolitana de Londrina.
Desta vez, a ruptura foi identificada na manhã de quinta-feira, mas, devido à chuva, a manutenção foi iniciada ontem à tarde, sem previsão de término. O problema reduziu em 30% a produção de água do Sistema Cafezal, que é responsável por 40% do abastecimento de Londrina e Cambé. Para não comprometer a prestação de serviço à população, a estatal compensou o déficit com acréscimo do Sistema Tibagi.
A causa do rompimento ainda é ignorada. Sabe-se, porém, que localiza-se a cerca de 40 metros do anterior, ocorrido há três semanas. Naquela ocasião, o aterramento da adutora foi apontado como origem do vazamento de água, que provocou carreamento de terra para o Córrego Capivara. Por isso, a prefeitura de Londrina e a empreiteira Visatec foram autuadas pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) em R$ 15 mil cada. Até ontem, nenhuma delas havia pago a multa ou impetrado recurso. Conforme a assessoria de imprensa do IAP, o novo rompimento não trouxe prejuízos ambientais. No entanto, a Sanepar será convidada a prestar esclarecimentos ao órgão.
O local das adutoras está inserido no projeto do viaduto da PR-445, que ficará sobre a Avenida Ayrton Senna, em construção há oito meses. O empreiteiro Faiçal Jannani garante que apenas executa uma obra para a prefeitura e, portanto, não responsabiliza-se pelos rompimentos.


