Romaria prega justiça e solidariedade
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sexta-feira, 01 de maio de 1998
Paulo Pegoraro 
Edson MazzettoEm marchaO Dia do Trabalho em Cascavel foi marcado pela realização da Romaria do Trabalhador, entre os bairros Morumbi e Periolo (zona norte) que concentram basicamente operários de baixa renda. A romaria fez parte da programação da Semana Social iniciada segunda-feira e com encerramento previsto para amanhã. O evento é organizado pela Arquidiocese de Cascavel, com base em propostas do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs e de movimentos pastorais.
A proposta central é a discussão do tema justiça e solidariedade, que segundo o arcebispo D. Lúcio Baumgaertner deve estimular o surgimento de um mutirão de todos os cristãos, para o resgate de dívidas sociais. A temperatura de apenas 13 graus, segundo os organizadores, desmobilizou os trabalhadores. Apenas cerca de 150 deles participaram da romaria, carregando faixas. Uma delas proclamava: Educação, terra e pão, compromisso do cristão.
Os romeiros percorreram as principais ruas dos bairros e se concentraram na Igreja Católica, onde foram feitos discursos e reflexões sobre o 1º de Maio e a Semana Social. A programação da semana é inspirada na convocação do Papa João Paulo II, para a vivência do espírito do Jubileu do Ano 2000 e superação de situações de miséria e injustiças sociais. Em todo mundo, as igrejas desenvolvem programações preparativas à chegada do novo século e milênio.
Participam das atividades as pastorais organizadas na arquidiocese, portadores de deficiências, crianças e idosos assistidos por entidades e pastores e seguidores de outras religiões cristãs. Hoje, no Estádio Olímpico, será realizado show com o Padre Zezinho, cujas músicas tratam principalmente da família. No encerramento da Semana Social, amanhã, as pastorais apresentarão resultados de suas ações.
Elas são voltadas ao projeto de um país onde todos vivam com dignidade, informou o padre Sandro Cortese, assessor de Comunicação da Arquidiocese de Cascavel. Para D. Lúcio Baumgaertner, as ações orientadas pela Igreja no campo social só conseguem abrangência quando os leigos efetivamente estão engajados. Segundo o arcebispo, os leigos são o grande contingente do povo de Deus e a base da igreja, para os quais converge toda a ação pastoral e de evangelização.


