Curitiba - Com o tema ''A Classe Trabalhadora Não Vai Pagar pela Crise'', entidades sociais e religiosas ligadas ao movimento sindical prepararam uma série de eventos para celebrar o Dia Mundial do Trabalho nesta sexta-feira, em Curitiba. O objetivo é protestar contra as empresas que usam como justificativa a crise econômica internacional para demitir seus empregados. As atividades começam às 9 horas com a romaria do trabalhador, que será celebrada na Paróquia São João Batista, no bairro Guabirotuba. Nesse mesmo local, haverá concentração para uma passeata que percorrerá três pontos de Curitiba, realizando paradas para refletir sobre assuntos diversos.
A primeira parada será sobre a ponte do Rio Belém, na Vila das Torres, para refletir sobre a questão ambiental. Em seguida, os manifestantes serão encaminhados ao Instituto Santo Dias, instituição social localizada no mesmo bairro, para discutir alternativas populares à exclusão social. A última parada será em frente à sede da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), onde os participantes protestarão contra as demissões.
Segundo a assessoria da Central Única dos Trabalhadores (CUT), o movimento tem como tradição prestigiar as regiões periféricas da cidade como forma de denunciar a exclusão social na Capital paranaense.
Festa no Centro Cívico
Paralelamente a essas atividades, a Força Sindical e o governo do Estado promovem diversas atividades na Praça Nossa Senhora de Salete, no Centro Cívico. O ''1º de Maio Solidário'', como é chamado, terá atividades voltadas ao lazer, como apresentações musicais, brinquedos para crianças e praça de alimentação. Também haverá, no local, postos para doação de sangue, coleta de medula óssea, prestação de informações sobre consumo de energia elétrica, ligação de rede de água e gás natural e também sobre o cadastro em programa habitacional da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar).
Missa no morro
Também ocorre, nesta sexta-feira, pela manhã, a tradicional missa de 1º de maio. A celebração que, antes, acontecia no Morro do Anhangava, na Serra do Mar, foi transferido para o morro vizinho - o Samambaia -, já que o primeiro é considerado área de preservação permanente. Na semana passada, membros do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), da Federação Paranaense de Montanhismo e de outras entidades realizaram mutirões, no local, para prevenir danos ambientais.

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