Rolândia vai erradicar lixão e construir aterro
Edinelson Alves
De Rolândia
Especial para a Folha
O lixão a céu aberto, considerado o mais grave problema de Rolândia, onde diariamente são despejadas cerca de 30 toneladas de dejetos, deverá ser desativado nos primeiros meses de 2000. Através de licitação feita pela Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa), a vencedora da concorrência pública para a construção do aterro sanitário foi Viaplan Engenharia Ltda, de Curitiba.
O custo da obra está orçado em R$ 350 mil. A Suderhsa vai entrar com R$ 299 mil, a prefeitura efetuou a compra, por R$ 47 mil, dos 70 mil metros quadrados do terreno, localizado no km 7 da PR-170. Com o aterro, estaremos resolvendo um problema que há quase 50 anos atinge a comunidade, disse o prefeito José Perazolo (PDT).
O prefeito disse que o município já reivindica junto a Suderhsa, através de um outro projeto, recursos para a recuperação da área totalmente degradada pelo atual lixão. Além da pressão da população, já que o lixão ficou muito próximo do centro de Rolândia, o município também sofreu uma ação por parte da Promotoria Pública.
Desde o início deste ano, a prefeitura foi condenada a pagar uma multa correspondente a mil reais por dia por não ter solucionado aquele grave problema ambiental, num prazo dado pela Justiça. Para não pagar a multa, a assessoria jurídica da prefeitura recorreu, mas acabou perdendo, em Curitiba. Além da multa pela degradação, a sentença determina que seja recuperada toda área atingida.
Mesmo sendo orientação técnica da Suderhsa, o aterro sanitário não foi unanimidade. Lideranças do Movimento Nossa Terra ainda não se conformam com essa alternativa. Mas o Secretário de Meio Ambiente, Claudinei Barão Sanches, afirmou que o projeto foi amplamente discutido com a comunidade e que o aterro vai obedecer às normas técnicas, sem risco de agressão à natureza.





