A Paróquia São José de Rolândia recebe hoje as relíquias (ossos do crânio e três costelas) de Santa Margarida Maria Alacoque, conhecida como confidente do Sagrado Coração de Jesus. As relíquias chegam na cidade às 18 horas e serão recepcionadas na Igreja Matriz pelo Monsenhor José Agius e a comunidade católica rolandense. ''Para nós é uma grande honra receber as relíquias de Santa Margarida, que é conhecida no mundo todo como a promotora da devoção ao Sagrado Coração de Jesus'', orgulha-se o Monsenhor Agius.
As relíquias estão acomodadas em uma urna que pesa mais de 70 quilos e vieram especialmente do Santuário de Paris (França) para percorrer grande parte da América Latina, em comemoração aos 360 anos de nascimento de Margarida Maria Alacoque, que nasceu no dia 22 de agosto de 1647 em Verosvres, na Borgonha. O seu pai, juiz e tabelião, morreu quando Margarida ainda era muito jovem. Assim ela conheceu a humilhação da necessidade, vivendo ao capricho de parentes pouco generosos e nada propensos a consentir que ela realizasse o desejo de fechar-se no convento.
Recebeu a comunhão aos nove anos e aos 22, a confirmação, para a qual quis preparar-se com confissão geral: durante 15 dias escreveu num caderninho a grande lista de seus pecados e faltas, para ler depois ao confessor.
Na festividade de São João Evangelista de 1673, a então irmã Margarida Maria, 25 anos, recolhida em oração diante do Santíssimo Sacramento, teve o singular privilégio da primeira manifestação visível de Jesus, que se repetiria por outros dois anos, toda primeira sexta-feira do mês.
Em 1675, durante a oitava do Corpo de Deus, Jesus manifestou-se-lhe com o peito aberto e apontando com o dedo seu Coração, exclamou: ''Eis o Coração que tem amado tanto aos homens a ponto de nada poupar até exaurir-se e consumir-se para demonstrar-lhes o seu amor. E em reconhecimento não recebo senão ingratidão da maior parte deles''.
Margarida Maria Alacoque foi assim escolhida por Jesus para ser a mensageira do Sagrado Coração. No último período de sua vida, nomeada mestra das noviças, ela teve a consolação de ver propagar-se a devoção ao Sagrado Coração de Jesus.
Morreu em 17 de outubro de 1690, aos 43 anos de idade. Foi canonizada em 1920, mas a data da sua festa foi antecipada por um dia para não coincidir com a de Santo Inácio de Antioquia.

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