Rolândia procura destino para lixo
O movimento ambientalista Nossa Terra, de Rolândia (25 km a oeste de Londrina), está ampliando a discussão sobre a criação de um aterro sanitário de lixo e a desativação do atual depósito próximo à cidade. Há pouco mais de três meses, o coordenador do movimento, Daniel Steidle, tornou pública a polêmica do lixo no município. Ele disse que a prefeitura nunca discutiu as alternativas para o lixo urbano com a comunidade, instalando o aterro sanitário numa área considerada propícia ao turismo ecológico, próximo à PR-170.
Na semana passada, Steidle conseguiu convencer os vereadores a debater e conhecer mais o problema do lixo no município. Muitos não sabiam o que estava acontecendo em Rolândia. Somente dois vereadores não se comprometeram diretamente a trabalhar em prol de uma discussão mais ampla deste problema, ressaltou.
De acordo com o ambientalista, o que está sendo proposto é que a prefeitura apresente o projeto do aterro sanitário e discuta outras alternativas para o destino final do lixo. Tentamos fazer a prefeitura, antes de aceitar o projeto do aterro sanitário, debater conosco o lixão urbano. Só que não fomos atendidos. Agora, que a notícia se tornou pública, queremos sensibilizar a população de que este é um problema de todo o município, afirmou.
A meta é criar uma consciência ecológica nos moradores, com programas de coleta seletiva de lixo e uso racional do depósito atual, na periferia da cidade. Quando há combustão espontânea, a fumaça incomoda vizinhos. Além disso, o local exala mau cheiro e é foco de moscas.
A vereadora Maria Luiza Muller (PSB) disse que recentemente o deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB) conseguiu incluir Rolândia num projeto federal voltado à destinação do lixo, com recursos de R$ 500 mil, mediante contrapartida. O município perdeu os recursos porque não apresentou os projetos na Caixa Econômica Federal, comentou.
Ela acredita que há formas racionais de se tratar o lixo sem precisar desembolsar muito dinheiro. Estamos propondo que se estude alternativas que deram certo em outros municípios, para tentar implantar algo semelhante no nosso. Temos exemplos de que o aterro não é tão seguro como garante a prefeitura. Entre os projetos sugeridos pela vereadora está a construção de usina de reciclagem de lixo.
O grupo ambientalista defende ainda ampliar a discussão do problema na Região Metropolitana de Londrina. Entre os argumentos, está a de que a questão do lixo afeta todos os municípios. Unindo as forças, os municípios poderão encontrar uma alternativa mais barata e cômoda, ressaltou Daniel Steidle.Arquivo FolhaAtual aterro sanitário está localizado numa área próxima à PR-170Alexandre Sanches





