Rolândia - A comemoração é dos cem anos da imigração japonesa, que serão completados no ano que vem, mas o presente poderá ser destinado para os rolandenses. A cidade poderá ganhar um parque temático em alusão ao Imin 100. A informação é do prefeito de Rolândia, Eurides Moura (PMDB). Na semana passada, ele participou em Brasília da instalação da comissão nacional organizadora da celebração. O encontro no Itamaraty foi comandado pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.
O dinheiro federal - cerca de R$ 10 milhões - está sendo pleiteado por deputados do Paraná. ''A verba está sendo disputada por outras cidades, mas Rolândia deve ganhar. Ainda mais que a cidade passou a ser considerada sagrada depois que o então príncipe Akihito nos visitou nas comemorações do Imin-70'', declarou Moura.
Paralelamente, Rolândia está implantando uma comissão municipal que também vai celebrar a data na cidade. O grupo é formado por representantes do poder executivo, associação comercial e conselho municipal do turismo. ''Vamos preparar uma contagem regressiva a partir do dia 22 para marcar a celebração'', afirmou.
A festividade oficial do Estado, que está sendo organizada pela Aliança Cultural Brasil-Japão do Paraná, Liga Desportiva e Cultura Paranaense e Câmara do Comércio Brasil-Japão do Paraná, prevê desde a visita da família imperial do Japão até apresentações de grupos folclóricos de dança e música e coral de mais de mil vozes. Outra atração prevista é uma exposição de indústrias da província de Hyogo, considerado estado irmão do Paraná.
Essas atrações serão no Museu Histórico, localizado no Centro Agrícola, área de 16 alqueires que foi doada pela prefeitura local para a Aliança Cultural Brasil-Japão do Paraná. E essa área é, a cada dez anos, palco de uma grande festa. As proximidades do museu, onde será a celebração, deverão passar por revitalização.
''Acreditamos que uma festividade grande como essa só no aniversário de 150 anos'', declarou o diretor administrativo da Aliança Cultural Brasil-Japão em Londrina e secretário geral da comissão do Imin 100 no Paraná, Paulo Takushi Maeda. Ele destacou ainda que a maior parte dos japoneses que vieram para o Brasil antes da Segunda Guerra Mundial já morreu e o número de imigrantes que têm uma forte ligação com o país de origem está diminuindo. ''São gerações que só têm sobrenome japonês'', disse.

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