Rolândia ganha 'fôlego' para terminar pontes danificadas por chuvas
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 26 de outubro de 2017
Rafael Machado<br>Grupo Folha 

A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério da Integração Nacional, por meio de portaria publicado no Diário Oficial da União, estendeu o prazo para que a Prefeitura de Rolândia conclua as obras de quatro pontes destruídas após fortes chuvas que castigaram a cidade, em janeiro de 2016. Com a prorrogação, a administração terá até o dia 22 de janeiro de 2018 para terminar o serviço.
Leia Mais:
Afetados por chuvas em Rolândia têm FGTS liberado
Estação da Sanepar afetada pelas chuvas será reconstruída em três meses
Começa reconstrução de quatro pontes em Rolândia
De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico de Rolândia, Dario Campiolo, a decisão do governo federal veio em boa hora. "Estávamos dentro da data estipulada pelo Ministério da Integração Nacional para utilização dos recursos repassados. Vamos entregar a última ponte no Jardim Teresópolis, que corta o Ribeirão Marabu, até a semana que vem", garantiu. Na época, o desastre natural deixou rastros de destruição em mais de 80 bairros. Os prejuízos ultrapassaram R$ 90 milhões.

Segundo Campiolo, Rolândia solicitou o envio de R$ 8 milhões para custear os estragos, mas o governo repassou pouco mais de R$ 1 milhão. "Desse montante, R$ 360 mil chegaram em julho deste ano. O restante ainda não chegou. Precisamos da verba para pagar a empreiteira, que está finalizando as obras", disse. O secretário adiantou que a promessa é que o dinheiro venha até a metade de novembro.
Como o atendimento do Ministério da Integração foi parcial, a Prefeitura de Rolândia teve que destinar parte do orçamento para reparar os danos causados em outras seis pontes. "Eles (o governo) justificaram que não liberariam o que queríamos porque o pedido não se enquadrava no programa de calamidade pública. Disseram que não eram obras emergenciais. Com essa notícia, tivemos que nos rearranjar financeiramente. Foi um momento complicado, mas conseguimos superar", avaliou Campiolo.

Na época, para auxiliar as famílias afetadas, a Caixa Econômica Federal liberou o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para consertar as casas danificadas pelas chuvas. Cerca de 1,8 mil imóveis foram cadastrados na Secretaria Municipal de Ação Social.


