Rolândia - Pelo 16º ano seguido, Jaime Freiberger, 50 anos, participou do desfile da Oktoberfest, em Rolândia (25 km a oeste de Londrina). Pilotando sua moto com um barril de chope, ele desfilou ontem de manhã com o inseparável companheiro Robinson Melges, 45 anos. ''Nossa idéia é divulgar a alegria e a tradição da festa'', declarou Freiberger. Filho de pai alemão e mãe austríaca, Freiberger considera a festa ''descaracterizada.''
''Antes, a festa era mais tradicional. Mas somos perseverantes em manter a tradição. Até os jovens me cobram, exigindo que a Oktoberfest seja mais tradicionalista'', revelou. O público presente no centro da cidade para acompanhar o desfile pôde constatar com clareza o diagnóstico de Freiberger.
Entre os cerca de 2 mil participantes do desfile, a presença de crianças e jovens era maciça. Além dos tradicionalistas vestidos a caráter, com os trajes típicos da cultura alemã, também estiveram presentes grupos de amigos, capoeira, escoteiros, skatistas, estudantes. Foram 238 entidades representadas, incluindo clubes de serviço e sociais, indústrias e estabelecimentos comerciais.
Diversas escolas de educação infantil e ensino fundamental levaram grupos de alunos. ''Isto é o que particularmente me agrada. A idéia é que a criança, desde cedo, vá pegando gosto pela festa. Isto deve manter a tradição'', afirmou Carlos Henrique Nass, membro da organização do evento.
Segundo ele, a previsão é reunir cerca de 50 mil visitantes nos nove dias de festa. ''O movimento para o comércio e a indústria é fabuloso. Só na montagem, foram empregadas 600 pessoas'', informou. Em outros anos, a Oktoberfest já chegou a atingir mais de 120 mil visitantes, de acordo com a comissão organizadora.
Para aumentar este número, o Conselho Municipal de Turismo, presidido por Freiberger, tem incentivado famílias e escolas a trazer as crianças para o desfile. Os próprios integrantes do conselho participam do evento. Um exemplo é Regina Célia Pirajão, que percorreu o trajeto da parada por duas vezes. ''Desfilo há dez anos, sem faltar nenhum ano'', disse.
Para Haudrey Miranda de Paiva, também membro do Conselho de Turismo, o evento poderia reunir público ainda maior. ''Queremos incentivar a vocação turística de Rolândia. A cidade poderia receber muito mais turistas. Pelo seu potencial com a festa, os grupos folclóricos, por exemplo'', enumerou.
Ela destacou ainda a comida típica, como o einsbein (joelho de porco) e o marreco recheado, o café colonial, os grupos de dança e o concurso de chope em metro. ''E é claro, o chope. Neste ano, com bastante calor, o consumo deve ser bem maior'', avaliou.
A abertura da festa ocorreu na quinta-feira passada, com a sangria do primeiro barril de chope. O público, no entanto, não quis esperar o período da tarde para consumir a bebida no recinto. Durante o desfile, alguns participantes distribuíam chope para a platéia.
Até sexta-feira, as barracas da Oktoberfest vão funcionar à noite. O ingresso custa R$ 3. Crianças até 12 anos e idosos acima de 65 anos não pagam. Estudantes pagam meia. A festa termina no próximo domingo. No final de semana o ingresso custa R$ 7.

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