O início da década de 1990 foi movimentada para o empresário Joni Rodrigues. De acordo com informações obtidas no Fórum Geral de Marília, Rodrigues respondeu a 15 processos por crime de estelionato entre 1991 e 1992. Só foi condenado em um caso a um ano e seis meses de prisão. Desde outubro de 1996, a Delegacia de Vigilância e Capturas de Curitiba tinha um mandado de prisão preventiva contra ele para cumprir.
Apesar da condenação, Joni Rodrigues se livrou deste processo. Como fugiu da cidade, ele foi julgado à revelia, a condenação prescreveu e ele não pode mais ser preso. Acredita-se que o empresário esteja fora do País. O caso em que foi condenado em Marília tem semelhanças com os golpes aplicados no Paraná. Ele adquiriu um veículo em setembro de 91, comprometendo-se através de nota promissória a quitar a dívida em outubro do ano seguinte. Um dia antes do prazo final, Rodrigues fugiu de Marília, mas conseguiu vender o veículo para outra pessoa.
As dívidas que estelionatário contraiu no Paraná aplicando quase o mesmo tipo de crime aproximam-se dos R$ 2 milhões. As futuras vítimas eram convencidas com oferecimento de planos tentadores para o pagamento dos veículos. Para impressionar a própria PM, Rodrigues chegou a doar um veículo que serviu de premiação para um concurso na Sociedade Hípica Paranaense que levava o nome da PM. O empresário alegava aos policiais que o seu pai foi PM em São Paulo e que ele também serviu na corporação paulista.
Rodrigues estava em Curitiba há pelo menos dois anos e meio e desde o início das atividades da revenda ele alardeava que suas vendas eram exclusivas para policiais militares.

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