Maigue Gueths
De Curitiba
O crescimento populacional dos últimos anos, que levou milhares de pessoas a acomodarem-se ao longo de rodovias, fez surgir vários ‘‘pontos críticos’’ no entorno de Curitiba, onde são comuns atropelamentos e acidentes. Estes problemas são causados pela falta de estrutura segura para a população local, que normalmente acaba morando em áreas de invasão. Alguns desses pontos estão localizados nas BRs 277 e 116.
A BR-277 tem pelo menos três pontos críticos em sua extensão. A região de São José dos Pinhais, entre os quilômetros 77 a 84, tem o maior índice de atropelamentos da rodovia. Há, ainda, o trecho entre os quilômetros 94 e 96, que abrange o primeiro retorno após o Parque Barigui e a extensão entre os quilômetros 117 a 125, em Campo Largo. De 131 acidentes registrados na BR-277 no ano passado, segundo o Setor de Comunicação Social da Polícia Rodoviária Federal, 57 aconteceram no trecho de São José dos Pinhais.
Na BR-116, do Atuba até o Pinheirinho, numa extensão de 22 quilômetros e movimento de 60 mil veículos por dia, os pontos de grandes adensamentos populacionais são muitos. Os locais mais perigosos são os cruzamentos com a Rua Salgado Filho, que teve 63 acidentes em 99, a região da Rua Fagundes Varela, no final do Jardim Social, com 104 acidentes, o trevo do Atuba com 68 acidentes, a região da Vila São Pedro, com 69 acidentes, as proximidades do viaduto da Marechal Floriano, com 58 acidentes, e na frente do Departamento de Educação Física da Universidade Federal do Paraná (UFPR), onde atravessam muitos alunos rumo ao Centro Politécnico.
Segundo a Polícia Rodoviária Estadual, só em janeiro foram registrados quatro atropelamentos na BR-277, entre os quilômetros 101 a 110, perto de Campo Largo. No retorno do Parque Barigui, foram registrados 60 acidentes em 99, nos dois sentidos da rodovia.
Em Campo Largo, de acordo com a Rodonorte, concessionária responsável pela BR-277 entre Curitiba e o Norte do Estado, até três meses atrás, acontecia um atropelamento por semana. Depois disso, a empresa implantou um intenso esquema de sinalização e o problema praticamente foi eliminado. Nos dois últimos meses, não houve nenhum acidente.
Mas não é só nas grandes rodovias que acontecem os acidentes. A BR-476 tem dois pontos complicados: na Estrada da Ribeira, em Colombo e em Araucária, no caminho para a Lapa. Só neste ano, de seis atropelamentos registrados pela polícia rodoviária, quatro aconteceram na BR-476, em Araucária.

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