Alexandre Sanches
Caminhoneiros da região Norte do Estado também realizaram ontem protestos contra o possível reajuste na tarifa de pedágio das rodovias do Anel de Integração. Manifestantes do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos do Paraná (Sindicam) fecharam por 40 minutos a pista sentido Londrina da BR-376, próximo à praça de pedágio em Marialva (17 quilômetros de Maringá). A BR-369 no posto de pedágio de Arapongas (37 km a oeste de Londrina) também foi bloqueada por caminhoneiros filiados ao Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens no Estado do Paraná (Sindicam-PR, sub-sede Londrina).
Sindicalistas disseram que protestam contra a proposta de reajuste das tarifas e também para manifestar a indignação da categoria no aniversário de um ano das rodovias pedagiadas no Paraná. O protesto na BR-369 provocou um congestionamento na rodovia de mais de quatro quilômetros.
Para evitar um confronto com os funcionários da Viapar - concessionária responsável pela administração do Lote 2 do Anel de Integração -, os caminhoneiros atravessaram os caminhões num trevo da rodovia, cerca de mil metros do pedágio. Um outro caminhão foi atravessado na pista contrária, provocando congestionamento nos dois sentidos.
De acordo com Murilo Gonçalves, presidente da sub-sede Londrina do Sindicam-PR, Murilo Gonçalves, o objetivo é fazer o governo olhar para a situação dos caminhoneiros do Paraná. Numa carta elaborada pelo Sindicam, eles cobram uma abertura de diálogo.
Durante a manifestação, policiais rodoviários estiveram orientando o trânsito e negociando com os manifestantes para que o bloqueio da rodovia fosse o mais curto possível.
Marialva - O presidente do sindicato em Maringá, Osvaldo Reginato, disse que os caminhoneiros não aceitarão nenhum tipo de aumento de tarifas. A categoria decidiu pelo protesto para tentar uma negociação pacífica e evitar a paralisação definitiva. ‘‘Isto seria prejudicial para todos’’, acredita Reginato. Ele acusa o governo de estar pouco preocupado com a situação dos transportadores autônomos.
Com a manifestação relâmpago, o sindicato espera também esclarecer que os usuários de uma maneira geral irão pagar a nova tarifa reajustada. ‘‘Todo mundo vai sair prejudicado. O aumento do preço do pedágio para um carro de passeio está previsto para 130%, o que é um absurdo’’. Outra questão que está revoltando os transportadores é a conservação das estradas.(colaborou Ana Carolina Sacoman)

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