Rodoviários de Foz suspendem greve por um dia
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domingo, 27 de julho de 1997
Valmir Denardin Foz do Iguaçu 
Os motoristas e cobradores de ônibus de Foz do Iguaçu decidiram suspender até amanhã a greve pega e pára, iniciada na última sexta-feira. A decisão foi tomada em assembléia realizada no sábado à tarde. Desde sexta, os ônibus estavam circulando apenas nos horários de maior movimento de passageiros.
Dilto Vitorassi, presidente do sindicato e vereador pelo PT, disse que a suspensão da greve é uma trégua aos empresários do setor, para que eles apresentem uma nova proposta de reajuste salarial. Se não houver avanço, a categoria poderá parar por tempo indeterminado, anunciou Vitorassi.
O empresário Sérgio Beltrame, dono da empresa de ônibus Irmãos Rafagnin e vereador pelo PSDB, disse à Folha na sexta-feira que os empresários não têm mais o que negociar. Segundo Beltrame, os trabalhadores de Foz ganham o melhores salários do setor no Paraná, ao mesmo tempo em que a cidade tem uma das tarifas mais baixas do Estado.
Com o reajuste de 8,1% aprovado pela Câmara de Vereadores, os motoristas passaram a receber R$ 650,00 por mês. O valor da tarifa subiu de R$ 0,60 para R$ 0,65.
Os trabalhadores exigem que as empresas cumpram um acordo, firmado no início de julho, com a intermediação do vice-prefeito e secretário municipal de Obras, Paulo Mac Donald Ghisi (PDT). Esse acordo estabelecia aumento de 16,2% nas passagens e nos salários da categoria. A tarifa passaria para R$ 0,70 e o salário dos motoristas subiria para R$ 700,00.
Alegando que o índice de reajuste de 16,2% feria a Lei Orgânica do Município, por superar a inflação acumalada desde o último aumento, há um ano, o prefeito Harry Daijó (PPB) desautorizou seu vice e transferiu a responsabilidade para a Câmara Municipal, que aprovou o reajuste de 8,1%.


