A nova rodoviária de Campo Mourão, que entrou em operação oficialmente à zero hora de ontem, ficou sem movimento no primeiro dia de trabalho. Todos os ônibus que passaram pela cidade continuaram fazendo embarques e desembarques no terminal antigo, no centro da cidade. Nenhum ônibus passou pelo novo terminal até o início da noite de ontem.
A prefeitura, que havia anunciado o fechamento da rodoviária velha às 23h59 de terça-feira, só interditou uma das duas vias de acesso às plataformas de embarque, o que permitiu o acesso normal dos ônibus. A indefinição atraiu um grupo de cerca de 40 pessoas à rodoviária antiga. Havia expectativa de confrontos, o que não aconteceu.
O primeiro ônibus a desrespeitar o novo terminal, da Viação Garcia, chegou à velha rodoviária à 0h20. Três quadras antes de chegar à rodoviária, um funcionário da empresa alertou o motorista de que ele deveria mudar a via de acesso em função da interdição da prefeitura. O ônibus chegou à rodoviária velha sob aplausos do grupo de curiosos que estava no local.
Oito passageiros embarcaram no ônibus que fazia a linha Londrina-Foz do Iguaçu. À 1h05, outros dois ônibus – um do Expresso Nordeste e outro do Expresso Maringá – também entraram sob aplausos na rodoviária antiga. O grupo foi embora em seguida. Oito policiais militares acompanharam a distância a entrada dos ônibus na rodoviária antiga.
O diretor-proprietário da Aterfi, empresa que adquiriu o direito de explorar a nova rodoviária, Nélson Cunha Júnior, também acompanhou a distância a interdição de apenas uma das vias de acesso ao terminal velho. ‘‘Ainda vamos estudar com nossos advogados o que fazer’’, disse Cunha. Ele admitiu que pode entrar com uma ação judicial por perdas e danos. Um decreto municipal obriga que todos os embarques e desembarques sejam feitos na rodoviária antiga.

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