Rodoviária espera movimento recorde
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sexta-feira, 19 de dezembro de 2003
Lúcio Flávio Moura<br> Reportagem Local 
A melhor rodoviária do Brasil segundo pesquisa deste ano da Associação Brasileira de Empresas de Transporte Rodoviário Intermunicipal, Interestadual e Internacional de Passageiros (Abrati) passa pelo seu teste mais difícil nos próximos dias.
O último final de semana antes do Natal deve se equiparar aos dias mais movimentados do ano passado, quando a rodoviária recebeu, neste mesmo período, cerca de 15 mil pessoas/dia, contabilizando pessoas que embarcam, que desembarcam e as que passam em trânsito (passageiros que fazem baldeação) por Londrina.
''Estamos coletando informações junto às empresas e amanhã (hoje) deveremos ter um número mais preciso deste fluxo. Pelas estimativas, poderemos ter dias com um volume de usuários ainda maior que o ano passado. Talvez o número chegue a 17 mil pessoas'', afirma o gerente do terminal, Décio Fernando Rossetto Zulian.
A direção do terminal tomou algumas precauções para evitar tumultos. O primeiro foi suspender temporariamente as exposições e feiras que ocorrem no saguão em frente ao balcão de guichês. ''Isto poderia prejudicar o deslocamento do usuário'', justifica Zulian. Outra medida é a adoção de walk talks por funcionários dos mais diversos setores para ajudar na organização e na segurança do terminal.
A expectativa é que em dezembro passem 270 mil usuários pelo terminal, 100 mil a mais que um mês normal. ''Em momentos de pico, próximo das 21 horas, por exemplo, pode estar simultaneamente saindo e chegando 30 ônibus, quando o normal é 3 ou 4. É inevitável que os usuários tenham alguns transtornos. É preciso ter paciência'', avisou o gerente, que deu algumas dicas para os passageiros de fim de ano (veja quadro).
A Viação Garcia, operadora que representa 60% do fluxo global da rodoviária, já decidiu colocar 30 ônibus extras a partir de hoje saindo de Londrina para os destinos mais concorridos, volume que representa acréscimo de 30% em relação a frota utilizada em dias normais. Segundo Édson Cabrera, assessor geral da empresa, a Garcia faz o planejamento dos ônibus extras com base nos números do ano passado e com informações sobre as vendas antecipadas dos bilhetes.
Cabrera acredita que em relação a 2002 as vendas de passagem deve sofrer uma redução de 5%. ''É um reflexo de retração econômica''. A Garcia também prevê uma concentração do contigente de fim de ano em um período menor em 2003. ''As pessoas deixaram para comprar as passagens mais tarde e voltarão mais cedo para o destino de origem. Tudo por causa da crise''. A empresa contratou temporariamente e treinou 75 pessoas.


