Fundado em 25 de junho de 1988, para assumir as funções da velha rodoviária encravada no centro da cidade e que já atrapalhava o trânsito, o atual Terminal Rodoviário de Londrina encerrou ontem as programações em comemoração aos 15 anos de fundação. Projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, a obra só não leva a assinatura famosa porque sofreu alterações ainda na gestão do ex-prefeito Wilson Moreira, que iniciou a construção.
Ontem, mesmo com a programação cultural, com apresentações de música italiana, baião nordestino, sapateado e barraquinhas com produtos da Feira da Oportunidade, o Terminal Rodoviário não conseguiu esconder o vazio dos amplos corredores que justificam a crise enfrentada nos últimos anos. O prejuízo chega a R$ 100 mil por ano.
Na tentativa de reverter o quadro a Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel) está promovendo uma série de atividades para atrair a população, movimentar o comércio, e transformar a rodoviária num empreendimento auto-sustentável realizando de eventos e trazendo posto bancário, lotéricas, farmácias, um posto da Delegacia Regional da Polícia Rodoviária, agências de turismo. ''Aqui tem segurança e estacionamento'', justificou o diretor de Turismo da Codel, Lourival Germano.
Além da Feira da Oportunidade, que funciona todos os domingos pela manhã, e já conta com 36 expositores, a rodoviária também deverá abrigar em breve, o Terminal Turístico. ''Estamos estabelecendo parcerias com as agências de turismo para trazer todos os ônibus que saem e chegam na cidade. A rodoviária será um ponto de referência para que o visitante possa identificar o que veio procurar'', disse Germano.

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