Rodoviária começa a ser construída
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quarta-feira, 31 de março de 1999
Sid Sauer 
As obras da nova rodoviária de Campo Mourão começam entre segunda e terça-feira. A informação foi dada ontem pelo engenheiro Ademir del Pintor, da Engedelp - Construções e Incorporções, durante a solenidade de assinatura do contrato para a construção da obra. A empreiteira, que é a mesma que fez a rodoviária de Maringá, terá um prazo de 10 meses para a conclusão dos trabalhos, o que significa que a obra deverá estar pronta até fevereiro de 2000.
A solenidade de ontem lotou o gabinete do prefeito Tauillo Tezelli (PPS). Estamos vivendo um dia histórico, frisou Tezelli. Segundo ele, a nova rodoviária, que vai custar R$ 1,48 milhão, era uma antiga reivindicação da comunidade e será construída próximo ao trevo da Perimetral Tancredo Neves, uma via rápida, com a Estrada Boiadeira (BR-487). O terreno, de 35.337 metros quadrados, custou R$ 150 mil.
As obras da nova rodoviária chegaram a ser anunciadas há cerca de cinco anos, mas os recursos esperados pela prefeitura não chegaram e os trabalhos pararam na terraplenagem. Desta vez, o município conseguiu o dinheiro através de financiamento do Programa Paraná Urbano e a obra terá que ser paga em sete anos. O pagamento só começa 12 meses após a conclusão dos trabalhos. A rodoviária terá dois pavimentos e 15 plataformas para embarque e desembarque.
A atual estação rodoviária, no centro de Campo Mourão, tem mais de 30 anos, está feia, pequena e desconfortável. O próprio Departamento de Transporte Coletivo (DSTC) classificou as instalações, em sua última vistoria, como obsoletas e com muitas deficiências. Em dias de chuva, por exemplo, os passageiros se molham na hora de embarcar e desembargar nos ônibus. Além disso, existem poucos bancos de espera e eles ficam praticamente ao ar livre.
Segundo Tezelli, a prefeitura ainda não definiu o que fazer com o prédio da atual rodoviária. Uma das propostas é transformar o local num ponto cultural, inclusive com a instalação do museu municipal, que hoje funciona numa sala improvisada na Casa da Cultura. A maioria das salas da rodoviária, no entanto, não pertencem à prefeitura. O município vai ficar apenas com o segundo pavimento e com as áreas dos atuais guichês de passagens.


