Rodovia teve 75 vítimas fatais em cinco anos
Segundo um levantamento realizado pelo Rotary Clube de Paiçandu, em agosto do ano passado, o trecho da PR-323 até Maringá tem um trânsito de 800 veículos por hora. Hoje o movimento é maior, calcula o prefeito Jonas Lima. Ele diz que apenas os ônibus do transporte coletivo fazem o trajeto entre as duas cidades 240 vezes por dia, transportando mais de 10 mil pessoas.
Pelos números do Rotary, apenas nos sete quilômetros entre Paiçandu e Maringá, de 1992 até o ano passado, foram registrados 190 acidentes com 150 feridos e 75 vítimas fatais. A entidade conseguiu na época mais de 15 mil assinaturas pedindo a duplicação. O documento foi entregue ao governador Jaime Lerner junto com uma fita de vídeo, mostrando alguns dos acidentes e o movimento da estrada nos horários de pico.
O governo incluiu a obra no orçamento para este ano. Porém, até agora, a secretaria dos Transportes ainda não tem um projeto. Ele calcula que pelo menos metade da população de Paiçandu, que tem 27 mil habitantes, trabalha oficialmente em Maringá. Somente de nossa cidade são mais de 12 mil pessoas correndo risco de vida todos os dias, lamenta.





