Apesar das chuvas que atrapalharam o andamento das obras, o Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) do Paraná concluirá, até dezembro deste ano, três lotes do corredor rodoviário São Paulo-Curitiba-Florianópolis, que está recebendo obras de melhoramento e ampliação de capacidade. Mas a maior parte das obras de restauração e duplicação da Rodovia do Mercosul, no Paraná e Santa Catarina, só será entregue no primeiro trimestre de 1999.
Dos três lotes paranaenses, dois estão localizados na BR-376, no trecho entre o município de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba e Garuva, na divisa com Santa Catarina. O terceiro é o lote 3 da BR-116, entre a Represa do Capivari até o início da interseção para o Contorno Leste, em Quatro Barras. Segundo o chefe regional do DNER, João Alberto Sautchuk, nos três lotes estão sendo realizadas obras de restauração e melhoramento, que exigirão um investimento de R$ 40 milhões.
Mas o cronograma de obras não poderá ser cumprido nos outros lotes que compõem a obra no Paraná. O principal motivo foram as chuvas provocadas pelo fenômeno El Ni¤o, que entre setembro do ano passado e abril deste ano estiveram acima da média normal.
A expectativa inicial do DNER era de entregar 80% das obras da Rodovia do Mercosul até dezembro deste ano. A conclusão total do trabalho depende dos serviços no trecho paulista da Serra do Cafezal, que ainda não foi licitado. O Ministério Público emitiu parecer contrário ao projeto da Secretaria de Estado do Meio Ambiente porque o traçado proposto, na opinião dos promotores, atinge excessivamente trechos preservados da Mata Atlântica.
Além das chuvas, o cronograma de obras também está sendo alterado para a continuação da estrada até Porto Alegre (RS) e as fronteiras com o Uruguai e Argentina. Mesmo assim, o diretor-geral do DNER, Maurício Hasenclever Borges, diz que o prazo final de entrega continua sendo o ano 2000.

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