Rodovia esburacada provoca protesto
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sexta-feira, 19 de julho de 2002
Lucinéia Parra<br> Equipe da Folha 
São João do Ivaí - Produtores rurais e comerciantes de São João do Ivaí e Santo Antônio do Ivaí (49 quilômetros ao norte de Paranavaí) interditaram ontem, a rodovia PR-556 em protesto contra as más condições da pista no trecho entre as duas cidades e também entre Santo Antônio de Caiuá e Terra Rica. Os manifestantes não aceitam a justificativa do Departamento de Estrada e Rodagem (DER) de que não há recursos disponíveis para obras de recapeamento e criticam a operação tapa-buraco que vem sendo realizada na região nos últimos anos.
Por causa de vários buracos no meio da pista e trechos com até dois quilômetros com acostamento precário na PR-556, muitos comerciantes e produtores rurais de Santo Antônio de Caiuá e São João do Caiuá alegam que estão amargando prejuízos com o aumento dos fretes e, automaticamente encarecimento dos produtos.
De acordo com o comerciante Luiz Carlos Vecchiatto, a maioria dos caminhoneiros cobra frete mais caro para transportar as mercadorias até as duas cidades. O produtor rural Oswaldo Turquino reforça a denúncia e diz que já teve que pagar mais caro o frete para transportar os produtos da fazenda dele. ''Nós pagamos os impostos em dia e o governo também tem que fazer a sua parte garantindo no mínimo a infra-estrutura básica que são estradas em condições de uso para o escoamento da produção''.
De acordo com o presidente do Sindicato Rural Patronal de São João do Caiuá, Bernardo Arenas Filho, as operações tapa-buracos realizadas pelo DER não duram mais do que seis meses e não resolvem o problema. ''É só vim uma chuva forte e os buracos voltam tudo de novo'', critica. Segundo ele, apesar de não ser uma rodovia pedagiada, a PR-556 é fundamental para os moradores e por isso merece atenção do governador. ''Nós não pagamos pedágio aqui, mas pagamos nas demais estradas do Paraná então exigimos o mesmo respeito e a manutenção adequada desta rodovia'', disse Arenas Filho.
O superintendente da região noroeste do DER, José Ferreira, confirmou para a Folha que não há verba para outro tipo de obra na rodovia, além da operação tapa-buraco. Ele admitiu que o ideal seria fazer o recapeamento com lama asfáltica na rodovia, mas afirmou que para este ano não há previsão de novas obras. Ferreira também concorda com a fragilidade da operação tapa-buraco, mas disse que a vantagem dos moradores da região de São João do Caiuá, é que o DER poderá atendê-los mais rapidamente quando os buracos começarem a surgir - após a operação - já que a maioria das rodovias não pedagiadas do Paraná está recebendo a devida manutenção.


