Rodovia ainda mata, mesmo duplicada
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terça-feira, 05 de novembro de 1996
Da Sucursal 
Apesar da duplicação, a BR-376 que liga o Paraná a Santa Catarina continua sendo um corredor da morte. O movimento na rodovia aumentou, assim como a velocidade dos carros, afirma o chefe de Operação da Polícia Rodoviária Federal, Tupi Reinhrdt.
Houve apenas uma ligeira diminuição no índice de acidentes. Em setembro de 95 foram registrados 93 acidentes com 22 mortos na BR-376. Em setembro deste ano, quando a pista dupla foi inaugurada, foram 69 acidentes com 20 mortes. A média de velocidade de muitos motoristas é de 140 km/h, diz Reinhrdt. A BR-376, entre o PR e SC tem apenas 86 quilômetros.
Os acidentes não diminuíram porque a pista é nova e, com mão única, o tráfego flui mais, afirma. Os acidentes frontais, que eram o principal problema da BR-376 praticamente acabaram, mas ocorrem agora as colisões laterais e traseiras, informa ele.
O abuso de velocidade, um dos fatores que mais provocam acidentes, também é comum em outras rodovias federais de grande tráfego, como a BR-116, que liga São Paulo e Curitiba, e a BR-277, que liga Curitiba a Paranaguá. Mesmo sem o ano ter terminado, há registro de aumento do número de acidentes e mortes em todas essas rodovias.
Na BR-376 aconteceram 769 acidentes em 95, com 376 feridos e 43 mortos. Só de janeiro a setembro deste ano já ocorreram 716 acidentes com 324 feridos e 26 mortos. Na BR-277 foram 752 acidentes com 528 feridos e 45 mortos, em 95. Neste ano, foram 823 acidentes com 432 feridos e 40 mortos. Na BR-116 aconteceram 1.580 acidentes em 95, com 1.283 feridos e 118 mortos. Neste ano, já foram registrados 2.082 acidentes, com 1.040 feridos e 114 mortos.


