Rodonorte planejava
duplicação da BR-376
O lote 5 é o maior do Anel de Integração. Ele tem quase 40% das rodovias federais concessionadas à iniciativa privada e abrange a BR-277, entre Curitiba e a localidade Spréa; a BR-376, entre Ponta Grossa e Apucarana; a PR-151, entre Ponta Grossa e Sengés. A concessionária Rodonorte administra os 470 quilômetros de estradas desse trecho. A empresa deveria ter investido quase metade dos R$ 212 milhões previstos para o último ano caso o cronograma de obras não tivesse sido suspenso.
Pela programação original, a Rodonorte deveria estar terminando neste mês a duplicação de 40 quilômetros da BR-376, Rodovia do Café, na Serra do Cadeado. Ao todo, existem cerca de 50 quilômetros de estrada na serra. Esse é um dos pontos com maior índice de acidentes do anel. O governador Jaime Lerner comemorou em julho do ano passado o início da duplicação com foguetório. Uma semana depois os serviços foram paralisados.
Também estava previsto para este ano a restauração completa das BRs 277 e 376, entre Curitiba e Ponta Grossa, e da PR-151, entre Ponta Grossa e Castro. Nesses serviços seriam investidos R$ 85 milhões. Outra melhoria era a instalação de 250 unidades de call box (telefones às margens das estradas para pedido de socorro) em todo o lote. Eles custariam mais R$ 10 milhões. Quatro passarelas, em Campo Largo, Ortigueira, Carambeí e Ponta Grossa, já estariam instaladas.
Para o ano 2000 o cronograma previa a conclusão da trincheira do Parque Barigui, na saída de Curitiba para o Norte do Estado, e a duplicação de 50 quilômetros da BR-376, entre Castro e Piraí de Sul, além da restauração da pista antiga no mesmo trecho. As outras obras previstas são a terceira faixa da PR-151, entre Piraí do Sul e Jaguariaiva, novo acostamento na BR-376, em Apucarana, e o desvio da BR-277 em Campo Largo. O acesso à fábrica da Chrysler, em Campo Largo, também estava previsto para o próximo ano. Em 2000 seriam mais R$ 140 milhões de investimentos só no lote 5.
Até o sexto ano de concessão, a Rodonorte teria que gastar R$ 690 milhões em obras de infra-estrutura viária. Atualmente os novos investimentos são nulos. Só estão trabalhando as equipes de tapa-buraco. A empresa está com 750 funcionários. Deveria ter 1.029 empregados próprios. Com as obras, seriam mais 1,5 mil contratados diretos e outros 5 mil empregos indiretos no interior do Estado.

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