Especial para a Folha
As diretorias da Companhia Paranaense de Gás e da Rodonorte reuniram-se ontem pela primeira vez em Ponta Grossa, mas não chegaram a um acordo sobre a taxa que a primeira deve pagar à concessionária da rodovia
pela passagem do gasoduto de Campo Largo a Ponta Grossa.
Um novo encontro, ainda sem data, deverá definir o valor.
O presidente da Compagás, Luiz Roberto Bruel, havia declarado que a Rodonorte pedira R$ 600 mil por ano para que a Compagás utilizasse o trecho da BR-376, o que estaria inviabilizando a obra.
O presidente da Rodonorte, Geraldo Villin Prado, negou que tenha pedido esse valor, ressaltando que ainda não havia contrato entre as partes, nem mesmo projeto de implantação do ramal, que deve ser aprovado pela empresa e pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER).
A cobrança da tarifa pela utilização da rodovia é determinada por duas leis federais (8.987 e 9.074) regulamentadas pela lei estadual complementar número 76, já utilizada pelo DER, que cobra da Sanepar e da Copel o uso das faixas.
Nos valores da tabela de serviços definidos pelo governo do Estado, o máximo é R$ 2 mil por quilômetro. A interferência do DER pode agilizar a negociação. As partes tem quatro anos para definir o valor final.

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