Rodonorte corta as árvores na BR-277
Carmem Murara
A concessionária Rodonorte - empresa que explora o pedágio no trecho Apucarana a Curitiba e de Jaguariaíva a Ponta Grossa - faz um trabalho de retirada de todas as árvores que estão plantadas numa faixa até dez metros de distância da rodovia. A derrubada das árvores começou no trecho entre Campo Largo e Curitiba, que tem cerca de 20 quilômetros. Os primeiros eucaliptos e pinus foram retirados no final do mês passado e a operação vai se estender pelas próximas semanas.
O corte de árvores foi determinado pela Rodonorte como uma forma de garantir a segurança dos motoristas que trafegam pela BR-277. Temos constantes casos de acidentes, em que o motorista sai da pista e se choca contra uma das árvores. A gravidade do acidente aumenta, justificou o gerente de Operações da concessionária, Jurandir Barrocal. Ele afirmou que diversos eucaliptos foram plantados muito próximos à rodovia e cresceram demais. A maioria das árvores é antiga e há trechos próximos a Curitiba, onde elas foram plantadas no canteiro central.
Acostumados com a beleza das árvores, alguns motoristas estão revoltados com o corte. É um absurdo, uma insensatez. Se eles querem garantir a segurança dos motoristas bastaria controlar a velocidade e punir os infratores. Ao invés disso preferem destruir a natureza, protestou o engenheiro Sérgio Ronald Souza de Souza, que denunciou o caso à Rádio CBN.
A retirada dos eucaliptos foi autorizada pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Ambiental do Paraná (IAP). A Polícia Rodoviária Estadual faz o acompanhamento. Em algumas situações é necessário interromper o trânsito na rodovia. A Rodonorte informou que pretende plantar às margens da rodovia outros tipos de árvores que sejam menores e não representem risco ao motorista.
Balança A balança de pesagem na BR-376, principal ligação entre as regiões norte e sul do Estado, foi reativada pela Rodonorte. O equipamento situado em Mauá da Serra (60 km ao sul de Apucarana), junto ao posto da Polícia Rodoviária, funcionou em caráter experimental entre 31 de maio e 15 de junho, constatando que 48% dos caminhões e carretas estão trafegando com excesso de peso. A média de excesso de peso por veículo foi de 1.100 quilos. Uma carreta carregava um excesso de mais de 11 toneladas.
Os caminhões que forem surpreendidos com excesso de peso estão sujeitos a punição prevista no Código de Trânsito. O valor da multa depende do excesso de peso, com variação de 20 UFIRs a cada 200 quilogramas. Em dois dias de funcionamento da balança, a Polícia Rodoviária autuou cerca de 200 caminhões e carretas.





