Rodonorte ameaça rescindir contrato
A Concessionária Rodonorte, responsável pela administração do Lote 5 do Anel de Integração, ameaça rescindir o contrato com o poder público, caso o governo do Estado não autorize o reajuste da tarifa de pedágio. A informação foi repassada pelo presidente da empresa, Geraldo Villin Prado, em entrevista coletiva concedida na tarde de ontem.
Villin convocou a imprensa para rebater denúncias de superfaturamento, feitas pelo deputado estadual Péricles Holleben de Melo (PT), e também para falar sobre a comissão criada pelo governo estadual para fazer um estudo sobre todo o sistema do tarifação das rodovias do Anel de Integração. A Rodonorte quer um reajuste de 100% das tarifas, elevando o pedágio aos valores praticados antes das eleições.
A tarifa atual é ridícula, disse Geraldo Villin, revelando que atualmente a Rodonorte acumula um prejuízo de R$ 135 milhões. O balanço negativo estaria relacionado, principalmente, à redução pela metade na tarifa do pedágio. Grande parte de prejuízo, disse Villin, também foi em razão da alta do dólar, que quase dobrou a dívida da empresa no exterior.
Segundo Villin, a rescisão contratual está prevista no acordo com o governo, podendo ser feita em comum acordo ou através de uma determinação judicial. Para evitar essa medida radical, Geraldo Villin disse esperar bom senso da comissão montada pelo Estado. Entendendo que é muito longo o prazo de 60 dias dado para a comissão apresentar suas conclusões, Villin torce para que a decisão da Justiça, onde as concessionárias pedem que o retorno do preço normal da tarifa saia antes desses dois meses.
Os preços atuais são impraticáveis, disse Villin, lembrando que todo o investimento previsto, estrutura montada e cronograma de obras foram previamente estudados, tendo por base uma arrecadação mínima nas rodovias.
A ação judicial impetrada pela Rodonorte na Justiça Federal pede a nulidade do ato do governador que reduziu em 50% o pedágio, ou então a rescisão contratual. No caso da rescisão, que poderia ser feita em comum acordo, Villin disse que prefere judicialmente. No caso do comum acordo, disse o presidente da Rodonorte, a concessionária poderia ser acusada injustamente de estar rompendo um contrato sem a menor legitimidade.
Com relação às denúncias de superfaturamento feitas pelo deputado Péricles de Melo, Geraldo Villin mostrou balanços e uma série de números da Rodonorte, que, na avaliação da empresa, desmentem qualquer acusação de irregularidade.





