Vivian de Albuquerque
Mesmo com um movimento que já diminuiu cerca de 20% desde 95, a Rodoferroviária de Curitiba se prepara para novas reformas. A primeira etapa, pronta desde a temporada passada, foi a que tratou da elevação das passarelas sobre os corredores de ônibus, permitindo a passagem dos carros mais modernos e mais altos, com uma segurança adicional de 60 centímetros. Dentro de 40 dia estará concluída a relocação dos 55 guichês de venda de passagens, aumentando em até três metros de largura a área de espera dos passageiros.
‘‘Nossos passageiros parecem ter vindo todos de Minas Gerais’’, brinca o presidente da Companhia de Urbanização de Curitiba(Urbs), empresa que gerencia o transporte da cidade, Fric Kerin. ‘‘Se o ônibus é às oito horas da noite, às cinco eles já estão aqui. O que pretendemos é tornar mais agradável o tempo de espera dos passageiros na rodoviária’’.
Assim, os guichês serão puxados em direção oposta a das plataformas de embarque e no espaço aberto com a obra, colocados novos bancos e áreas de lazer. Na parte superior dos boxes, onde hoje existem apenas janelões de vidro, serão instaladas novas placas com os nomes das empresas, facilitando a orientação de quem vai comprar passagens. O trabalho será iniciado pela parte do terminal que fica de frente para a Avenida Affonso Camargo, de onde saem os ônibus das linhas interestaduais.
Além das mudanças nas áreas dos guichês, também já está programada a reforma de doze banheiros que devem ficar prontos até o final do ano, quando começa o maior movimento de passageiros. ‘‘Já gastamos R$ 130 mil na elevação das passarelas’’, explica Fric Kerin.‘‘E a previsão é de que até o final do ano, cheguemos aos R$ 600 mil, tudo em recursos próprios vindos das taxas de embarque e manutenção dos terminais’’.
SEGURANÇA - Outra antiga reivindicação de comerciantes e usuários da rodoviária foi atendida recentemente. Diante do grande número de ‘‘batedores’’ de carteiras, um reforço policial já foi providenciado pela Polícia Militar, dobrando o número de soldados que atendem a área, principalmente nos finais de semana e feriados.
‘‘Nosso único problema agora continua sendo o dos meninos de rua’’, conta a balconista Cícera Cassemiro. ‘‘Mas isso acontece porque a polícia prende os menores, mas tem que acabar soltando depois’’.

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