Sem vagas no sistema carcerário para abrigar todos os suspeitos de crimes presos que estão presos em carceragens de distritos policiais (DPs), os delegados precisam usar a criatividade para minimizar o problema da superlotação. Em Londrina, o delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial, Jurandir Gonçalves André, adotou recentemente um rodízio de interdição entre os três distritos que abrigam presos na cidade com o objetivo de equilibrar a população carcerária à capacidade dos DPs.
Depois de suspender novos encarceramentos de presos no 2º DP (Zona Leste), há cerca de 15 dias, anteontem ele tomou a mesma medida com relação ao 5º DP (Zona Norte). O distrito, que fica ao lado de uma escola, está com 76 presos mas tem capacidade para abrigar apenas 24. Em média, 13 presos se espremem em cada uma das seis celas.
No 2º DP, que passou quase duas semanas sem receber presos, a situação é um pouco melhor mas longe da ideal. Na data da interdição, o DP estava com 175 presos. Com capacidade para 64 presos, ontem estava com 135. Porém, nove presos conseguiram fugir na última sexta-feira, cavando um túnel que dava acesso à rua. Dois foram recapturados. O delegado Antônio do Carmo aguardava que ainda ontem um terceiro fugitivo se apresentasse.
A interdição parcial da carceragem do 5º DP não tem data para ser suspensa, mas o delegado-chefe já antecipou que o 4º DP (Zona Sul) será o próximo a ser incluído no rodízio. O distrito tem capacidade para abrigar 24 presos e ontem estava com 71. ''Pretendemos com essa medida buscar o equilíbrio entre as delegacias, de forma a administrar o excesso carcerário'', comentou André. Como não há previsão de transferências para unidades prisionais tanto de Londrina quanto de Curitiba, a situação não deve se alterar nos próximos dias.

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