Rocha Pombo pode voltar aos 'dias de glória'
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quinta-feira, 02 de dezembro de 2004
Adriana Savicki<br> Reportagem Local 
Construída no início da década de 50, a praça Rocha Pombo viveu altos e baixos. No começo, a efervescência. Afinal, quem chegava de ônibus ou de trem não tinha como não passar pelas suas calçadas, já que ela fica exatamente no meio do caminho entre o antigo Terminal Rodoviário - hoje Museu de Arte de Londrina - e da também extinta Estação Rodoviária - hoje também museu, só que histórico. Tal era a importância que foi tombada em 1975 pelo patrimônio público estadual.
De cartão de visita, a praça virou local de comércio popular após a invasão dos camelôs e, ultimamente, é mais conhecida como ponto de prostituição. A boa notícia é que um projeto de revitalização pode trazer de volta os dias de glória da praça.
A Rocha Pombo faz parte do programa de recuperação de espaços públicos da Sercomtel (leia mais em texto desta página). O projeto prevê a reposição de calçadas, bancos e da escadaria da praça. Um mirante na parte mais elevada, nos fundos do Museu de Arte também está previsto bem como a reativação do espelho d' água.
Segundo a diretora de Patrimônio Cultural do município, Vanda de Moraes, como a praça é tombada, o projeto está sendo analisado pela Coordenadoria do Patrimônio Cultural do Governo do Estado. ''Dependemos do aval da coordenadoria que pode propor mudanças no projeto'', avalia.
Ela explica que apesar da praça não ser a mais antiga da cidade, foi tombada por conta da proximidade com os dois museus, principalmente o de arte. ''Como a arquitetura da antiga rodoviária é importante não só para Londrina como para o resto do país, a praça foi tombada para que não se perdesse, no futuro, a possibilidade de contemplar a obra'', afirma. As linhas arrojadas do museu vieram da prancheta do curitibano João Batista Vilanova Artigas, importante expoente da arquitetura moderna.
A descaracterização da praça chegou a motivar uma ação civil pública impetrada pela Promotoria de Defesa do Meio Ambiente, no final de 2000. Na época, os camelôs haviam ocupado boa parte do espaço. Além da retirada dos comerciantes, a ação pedia também o conserto dos estragos.
Julgada em 2003, quando os camelôs já haviam sido retirados, a ação foi declarada extinta. Há alguns dias, a 2 Câmara Cível acatou recurso do MP impetrado na época e anulou a decisão da 2 Vara Cível de Londrina. O caso deve voltar para o julgamento de mérito na Comarca Local. A assessoria jurídica do município, por sua vez, vai recorrer da decisão da 2 Câmara. ''Independente da ação, já existem projetos de revitalização da praça'', frisa a assessoria jurídica do município, Ana Paula Polacchini.


