A roçagem de terrenos particulares sem construção em Londrina está sendo alvo de reclamações de empresários do ramo imobiliário e de proprietários. No mais recente caso, ocorrido na última sexta-feira, uma área de cinco mil metros quadrados do Loteamento Jardim Tropical, em frente ao Conjunto Milton Gavetti (zona norte), foi alvo de desentendimentos entre proprietário e empresa licitada para fazer a limpeza pública.
Max Lobato Sales, empresário do ramo imobiliário, questionou o serviço. ''Meu rapaz até ficou com a moto ali no meio do terreno, para não deixar o trator cortar pelo menos uma moita. É a prova de que esse mato estava longe de ser um problema para a segurança e a limpeza'', afirmou. Ele diz que não houve qualquer tipo de anúncio ou orientação sobre o serviço. ''Como negociamos terrenos, é nosso interesse deixá-lo sempre limpo, valorizá-lo'', justificou Sales. ''Para mim, usaram a situação como uma maneira de faturar''.
O empresário disse que tem dois tratores e uma equipe apenas para limpeza de terrenos. ''Estamos preparados para fazer o serviço'', disse. Por isso, criticou também a qualidade do corte, segundo ele, feito de forma a deixar o mato crescer rapidamente.
A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) diz que os proprietários que se sentirem lesados podem entrar com um requerimento. A autarquia tem como método fotografar o terreno antes e depois da roçagem, para comprovar a situação ruim. Rosemeire Suzuki Rosa Lima, diretora de transportes e operações da CMTU, diz que a empresa publica na imprensa, em duas ocasiões ao ano, o comunicado de passagem da prestadora de serviço por todas as regiões do município.
''A área mal conservada costuma virar depósito de entulhos, restos de construção e lixo'', disse. O valor que a CMTU cobra pela limpeza, do proprietário de um terreno de 500 metros quadrados é de R$ 150,00, incluindo multa, encargos, equipamentos e o valor repassado à prestadora de serviço. Um particular cobra pelo mesmo serviço R$ 40,00, segundo o que a própria diretora informou à Folha, e o que a reportagem apurou com autônomos que realizam o serviço.

mockup