RMC terá 21 assistentes de segurança
Das 29 delegacias da Região Metropolitana de Curitiba, 21 serão comandadas por delegados calças-curtas, quando a secretaria da Segurança Pública tiver acabado o processo de recontratação, revela o delegado João Manoel da Siqueira Dias, da Divisão de Polícia Metropolitana. O percentual é de 72,4%. Desde o início do ano o governo do Estado vem recontratando os assistentes de segurança, ao contrário do que pretendia o delegado-geral, Newton Tadeu Rocha.
Ao assumir, Rocha extinguiu o cargo de cerca de 200 calças-curtas. A recontratação tem causado protesto das entidades da categoria, que consideram ilegal que um policial sem formação presida uma investigação, conforme mostrou a Folha no domingo. Mesmo assim, mais de 100 calças curtas já foram recontratados.
São homens como o investigador Oswaldo do Carmo, 49 anos, dez deles na polícia civil, que assumiu a delegacia de Balsa Nova, cidade para a qual foi transferido há três anos. Sem formação em curso superior, Carmo defende a indicação de calças-curtas para cidades pequenas, com menos de dez mil habitantes. Elas não comportam um delegado de carreira, acredita.
Sozinho, com a ajuda de um escrivão - que aparece uma vez por semana -, e de dois funcionários emprestados pela prefeitura da cidade, Carmo atende uma média de seis ocorrências por mês. Os flagrantes, dois em média ao mês, são registrados no município de Campo Largo, distante cerca de 15 quilômetros. É uma cidade pacata, mas os crimes têm crescido bastante, disse. Segundo ele, a principal causa é a chegada das indústrias à região, que teria despertado o interesse dos criminosos.
Nos dois cubículos, há quatro presos, um deles já condenado a oito anos de prisão por assassinato. O assistente disse que aguarda vaga em um presídio para transferir o preso. Como tem os cubículos lotados, ele conta que os novos presos ficam no corredor, o que depende do grau de periculosidade do detento e do crime que tenha cometido.(J.A.)





