RMC tem menor desemprego do País
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sábado, 30 de abril de 2011
Carolina Avansini <br>Reportagem Local 
Carolina Avansini
Reportagem Local
Na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), a taxa de desemprego atingiu, em março de 2011, apenas 3,8% da População Economicamente Ativa (PEA). O índice é o menor do mês da série histórica, contra 4% em fevereiro de 2011 e 5,5% em março de 2010. A taxa é também a menor do País cujo desemprego está em 6,5% da PEA , baseada na Pesquisa Mensal de Emprego (PME) realizada pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Para Gilmar Lourenço, diretor-presidente do Ipardes, a conjuntura revela que o mercado de trabalho continua aquecido apesar das medidas adotadas pelo Governo Federal, desde 2010, para conter o consumo e a inflação. Por enquanto não deu para sentir os efeitos mais restritivos dessas medidas, o que nos permite supor que as empresas ainda estão apostando na estabilidade da economia brasileira e no seu potencial de crescimento a médio e longo prazo.
O otimismo dos empresários indicaria que, se há uma crise inflacionária, ela é circunstancial e de curta duração. A possibilidade de desacelaração da economia, no segundo semestre, em função das medidas para conter a inflação existe, mas não é preocupante. Deve haver redução no crescimento do nível de emprego, mas não desemprego. A leitura do mercado é que os ajustes macroeconômicos são pontuais, disse.
O rendimento médio real do pessoal ocupado foi de R$ 1.682,30 na RMC, em março de 2011, 3,3% e 4,4% superior ao observado em fevereiro de 2011 e março de 2010, respectivamente. Foi também o maior rendimento apurado no País, 8% acima da média nacional.
Isso significa que, além do mercado de trabalho estar aquecido, os salários continuam subindo, ou seja, tem vagas a serem preenchidas, explicou. Algumas áreas industriais e a construção civil enfrentam, inclusive, o chamado apagão de mão de obra, quando a oferta de vagas é superior ao volume de trabalhadores disponíveis.
Apesar dos números positivos, o presidente do Ipardes lembrou que os mesmos são referentes apenas à Região Metropolitana de Curitiba. As taxas são desequilibradas no País. Salvador, por exemplo tem quase 11% da população economicamente ativa desempregada, disse, observando que, no Brasil, mais da metade da população que trabalha não tem carteira assinada. O mercado de trabalho ainda tem aspectos precários.
Outro fator importante é que a média de rendimentos elevados é restrita a locais industrializados. E, mesmo nessas áreas, a maior parte dos empregos gerados é de baixa qualidade, ou seja, atinge no máximo dois salários mínimos nacionais. Para Lourenço, isso indica a necessidade de melhorar a formação, a qualificação e a educação da mão de obra para ocupação de vagas com mais qualidade e maior remuneração, principalmente na área técnica.
Este é um problema estrutural do País, que tem de ser resolvido com investimentos na educação básica e também na formação de profissionais em escolas técnicas públicas e pelo sistema S de alguns setores, defendeu, referindo-se a escolas como Senai e Senac, entre outros exemplos de instituições mantidas pelo setor produtivo.


