RMC pode ganhar outros dois municípios
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domingo, 01 de agosto de 2010
Fábio Galão<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Está tramitando atualmente na Assembleia Legislativa do Paraná um requerimento, proposto pelo deputado Stephanes Junior (PMDB), para incluir os municípios de Piên e Campo do Tenente na Região Metropolitana de Curitiba. A matéria já passou na Comissão de Constituição e Justiça da Casa e deve ser votada nas próximas semanas.
''A inclusão pode gerar um ônus maior para o Estado e a Capital. Mas a realidade desses dois municípios já gira em torno de Curitiba. Muitas pessoas de lá trabalham em Curitiba, compram no comércio da Capital. Na verdade, o projeto só formaliza uma situação que já existe'', diz Stephanes.
Os prefeitos dos dois municípios apoiam a iniciativa. ''Dos 29 municípios da região de Curitiba, só três estão fora da RMC: Campo do Tenente, Piên e Rio Negro. Toda vez que vêm recursos para a região, esses três são excluídos'', diz Celso Wenski (PMDB), de Campo do Tenente.
''Nós somos muito mal servidos em muita coisa. Por exemplo, no transporte: só temos três ônibus por dia que vão para Curitiba, e a passagem é cara. Se estivermos na RMC, teremos mais horários e a passagem pode ficar mais barata. Assim, muitos jovens poderiam continuar morando em Campo do Tenente e trabalhar em Curitiba, ao invés de deixarem a cidade depois que terminam os estudos'', diz o prefeito.
O prefeito de Piên, Gilberto Dranka (PMDB), acredita que, mais do que a integração, a principal mudança para os dois municípios seria política. ''Desde o início do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento), estão sendo beneficiados municípios da RMC e aqueles com mais de 50 mil habitantes. Nós ficamos de fora. Os municípios da Região Metropolitana de Curitiba são mais favorecidos para receber empresas, no transporte e na distribuição de recursos do Governo Federal'', explica Dranka.
A ideia também agrada quem mora nas cidades que poderão ser incluídas. ®MDNM¯A lojista Paula Aparecida Buba, de Piên, acha que a cidade só ganharia com a mudança. ''De repente, vêm umas indústrias a mais para cá. Aqui é muito difícil conseguir emprego'', diz. ''Eu acho que pode mudar muita coisa, desde a divulgação do nome da cidade. Piên é muito esquecida e a entrada na RMC pode ajudar a atrair empresas'', completa o vendedor Kelvin Michael da Silva.


