Ritual depende do gosto e do estado de espírito
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terça-feira, 31 de dezembro de 2002
Fernanda Bressan<br> Reportagem Local 
Escolher a cor para a roupa de Réveillon não é uma preocupação para a maioria das pessoas. Peças novas até fazem parte do ritual, mas a cor passa muito mais por gostos pessoais, ânimo do dia e vontade de seguir a tradição do branco do que por superstição ou desejo de realizar pedidos.
A auxiliar de produção Andrea Ballani, 22 anos, vestiu roupas pretas nas duas últimas passagens de ano. ''É uma cor que eu gosto e este ano tudo indica que será assim de novo, até comprei a saia e a sandália'', conta. Sandra Moreno, 41 anos, é secretária executiva e também não acha importante a cor da roupa. ''Vou passar com um vestido vinho porque gostei da roupa e comprei. O que importa é o que tem dentro de você''.
Da mesma opinião é a estudante Thalita Purga, 17 anos. ''Sempre passo de branco mas não tenho superstição. Não é porque eu vou passar o Réveillon de branco que vou ter paz''. Quem também cumpre a tradição do branco é Viviane Oliveira, 16 anos. ''Gosto da cor porque transmite paz''. Roberta Gatti é professora e tem 28 anos. Ela afirma que sempre passa o ano novo de roupas novas mas que nunca escolheu a cor da roupa. ''Este ano vou passar de branco para ver se funciona e traz paz para todo mundo'', promete.
A secretária Sônia Maria de Oliveira, 25 anos, é uma das poucas que ainda acredita no poder das cores. ''Sempre passo toda de branco porque traz paz. E funciona'', diz. Ela conta que no último ano desejou ter um homem muito bom e encontrou.


