O otimismo registrado no mercado de trabalho brasileiro aparece com ainda mais força no Paraná, onde a expectativa em relação ao ritmo de contratações é de 44% maior que nos demais estados. Esta é a conclusão da Pesquisa de Expectativa de Emprego Manpower (Manpower Employment Outlook Survey) para o segundo trimestre de 2011, divulgada esta semana. O resultado é de seis pontos percentuais acima do registrado no primeiro trimestre.
O levantamento é feito trimestralmente para avaliar as intenções de empregadores em aumentar ou diminuir o número de empregados nos próximos três meses. A Expectativa Líquida de Emprego é a diferença entre as porcentagens de empregadores que indicaram que irão aumentar o quadro de funcionários e a porcentagem de empregadores que planejam fazer reduções na força de trabalho no próximo trimestre. A última pesquisa apurou a resposta de quase 64 mil empregadores, em 39 países e territórios. No Brasil, 876 empregadores participaram.
Na comparação com outros estados, o Paraná é seguido por Minas Gerais, onde espera-se que o ritmo de contratações chegue a mais 42% nos próximos meses. Logo atrás vêm os estados do Rio de Janeiro (35%) e São Paulo (24%).
Para o gerente da Filial Curitiba da Manpower, Cristian Kim, o Paraná está passando por um momento de investimento por parte de grandes empresas e, como resultado, há o crescimento do ritmo de contratações. Ele lembrou, porém, que falta mão de obra local. As principais demandas, de acordo com Kim, são por profissionais das áreas técnicas e do setor comercial, por conta do aquecimento nas áreas de varejo e serviços.
A pesquisa apontou que os empregadores brasileiros do setor de Construção Civil são os mais otimistas, reportando uma perspectiva de 54%, sendo vinte pontos percentuais maior que a reportada no primeiro trimestre. O resultado confirma o bom potencial de oportunidades no setor.
O setor de Finanças, Seguro e Imobiliário também vivem um bom momento, com perspectivas de emprego de 51% a mais. Os resultados para o setor de Serviços, que liderou a geração de postos de trabalho com carteira assinada em 2010, diminuiu seis pontos percentuais em relação ao primeiro semestre, mas permanece forte, com mais 45%. (S.L.)

mockup