Com a chegada dos dias frios, os aquecedores de água a gás voltam a ser mais exigidos. O uso mais intenso, somado à necessidade de manter os ambientes fechados, aumentam os riscos de intoxicação por monóxido de carbono. Para evitar o problema, os aparelhos tradicionais devem ser instalados adequadamente, em local ventilado e com chaminé.
Há uma grande oferta de modelos hoje no mercado, e vão desde os mais acessíveis, com exaustão natural, até os mais caros e sofisticados, que funcionam com exaustão forçada, que podem ser instalados dentro de ambientes sem ventilação permanente, como banheiros e cozinhas. Nestes modelos, uma ventoinha expulsa os gases provenientes da combustão para o exterior do ambiente. Algumas marcas possuem ainda modelos hermeticamente isolados, com fluxo balanceado, que também permitem o uso em locais com pouca ventilação. A sofisticação destes modelos pode custar até R$ 3,8 mil, enquanto os tradicionais apresentam preços a partir de R$ 600,00.
Quem trabalha na área garante, porém, que seja qual for o modelo escolhido, hoje em dia não existem riscos para quem segue as recomendações técnicas. ''Atualmente, só tem problema com aquecedor quem é negligente'', diz o proprietário de uma empresa que comercializa os aparelhos há cerca de 30 anos em Londrina, Robertson Guidugli. Ele afirma que a manutenção preventiva não é necessária, mas o usuário deve estar atento a sinais de anormalidade.
Guidugli lembra ainda que os modelos modernos, se instalados corretamente, não apresentam riscos de vazamento de gás. ''Além disso, eles ligam e desligam automaticamente, são desenvolvidos sob normas rígidas de segurança e estão mais acessíveis. Por isso, quem tem em casa modelos antigos e menos seguros, vale a pena trocar'', recomenda.
O tenente do Corpo de Bombeiros Rodrigo Nakamura esclarece que o monóxido de carbono não é expelido, após ser ingerido pelo organismo, e tem o poder de destruir as células. ''Quando ingerido em grande quantidade, a troca gasosa promovida pelo pulmão fica comprometida, podendo levar à morte.'' O grande perigo, segundo o tenente, é que o monóxido não tem cheiro, nem cor. ''A pessoa não percebe que está prestes a desmaiar'', diz. O mesmo risco, segundo Nakamura, é apresentado pelos aquecedores de ambiente improvisados, feitos com as conhecidas latinhas com álcool.

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