Porto Alegre - A pesquisa Vigitel 2013, Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico, divulgada recentemente pelo Ministério da Saúde, mostra que o consumo excessivo de gordura saturada, presente principalmente em alimentos de origem animal, ainda é um hábito frequente da população brasileira. Segundo o levantamento, 31% da população não deixam de consumir carne gordurosa.
Lena Azeredo, nutricionista do Serviço de Saúde Comunitária do Grupo Hospitalar Conceição, de Porto Alegre (RS), explica que a gordura saturada está presente principalmente em alimentos de origem animal, como carnes e leite integral.
"Às vezes a gordura é aparente quando a carne vermelha está crua; e quando assa, a gordura diminui, mas entra na carne", exemplifica. "Nos óleos também existe uma proporção de gordura saturada. Quando o óleo é cru não tem tanta, mas à medida que é usada na fritura, aumenta a saturação da gordura. Também em alguns alimentos de origem vegetal, o coco tem gordura saturada, o leite, alimentos de origem animal", acrescenta a nutricionista.
Lena observa também que o consumo em excesso de gordura saturada pode causar doenças como infarto, acidente vascular cerebral e câncer. Segundo a especialista, o ideal é diminuir o consumo de carne vermelha e frituras e aumentar a ingestão de alimentos com fibras.
"O consumo de fibras é bem importante junto com o alimento que contenha a gordura. A fibra ajuda no processo de absorção dessa gordura, então o consumo de vegetais, de salada, de frutas, de farelos como aveia, como as leguminosas, feijão, lentilha, grão de bico, ervilha, vai ajudar no processo tanto de digestão como de absorção dessas gorduras", explica Lena.
Ainda de acordo com a nutricionista, alimentos como queijos, iogurte e leite desnatado, óleos vegetais como azeite de oliva, além de castanhas, nozes, abacate, peixes como salmão e sardinha contêm gorduras saudáveis para o organismo funcionar plenamente.

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